Preleção da Semana – 58 – EM HONRA DA LIBERDADE

58 – EM HONRA DA LIBERDADE
“Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua,
por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a
tradição dos homens, conforme os rudimentos do
mundo, e não segundo o Cristo.” –Paulo.
(COLOSSENSES, 2:8.)
Se alcançaste um raio de luz do Evangelho, avança na direção do Cristo, o Divino
Libertador.
Não julgues seja fácil semelhante viagem do espírito.
Encontrarás, em caminho, variados apelos à indisciplina e à estagnação.
Serás surpreendido a cada passo pelos sofistas da Religião, pelos falsários da Filosofia,
pelos paranóicos da Ciência e pelos dilapidadores da História, empavesados nas
engenhosas criações mentais em que encarceram a própria vida, buscando atrelar-te o
pensamento ao carro da argumentação filauciosa a que se acolchetam, famintos de
louvor e da vassalagem.
Mutilando a revelação divina, desfigurando preceitos da verdade, abusando da
inteligência ou fantasiando episódios furtados ao registro fiel do tempo, armam ciladas ou
levantam castelos teóricos, em que a sugestão menos digna te inclina a existência à
rebelião e ao pessimismo, à viciação e à inutilidade.
Atendendo, quase sempre, a interesses excusos, lisonjeiam-te a insipiência, incensandote
o nome, quando não se desmandam na vaidade, aliciando-te a decisão para que lhes
engrosses o séqüito de loucura.
Acompanhando-os, porém, não te farás senão presa deles, fâmulo desditoso das idéias
desequilibradas que emitem, no temerário propósito de se anteporem ao próprio Deus.
Querem escravos para os sistemas falaciosos que mentalizam, quando Jesus deseja te
faças livre para a conquista da própria felicidade.
Acautela-te no trato com todos os que tudo te pedem, no campo da independência
espiritual, limitando-te a capacidade de sentir e pensar, empreender e construir,
porquanto, em nos fazendo tributários da falsa glória em que se encasulam, relegam-nos
a existência a planos de subnível, quando o Cristo de Deus, tudo nos dando em amor e
sabedoria, nos ampliou a emoção e o conhecimento, a iniciativa e o trabalho,
convertendo-nos em filhos emancipados da Criação, para que tenhamos não apenas a
vida, mas Vida Santificada e Abundante.

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