Preleção da Semana – AS FORÇAS DO AMANHÃ

“Não  sabeis  que um  pouco  de  fermento leveda a  massa toda?”  – Paulo (I Coríntios, 5:6)

Ninguém vive só. Nossa alma é sempre núcleo de influência para os demais. Nossos atos possuem linguagem positiva. Nossas palavras atuam à distância. Achamo-nos magneticamente associados uns aos outros. Ações e reações caracterizam-nos a marcha. É preciso saber, portanto, que espécie de forças projetamos naqueles que nos cercam. Nossa  conduta  é  um  livro  aberto.  Quantos  de  nossos  gestos  insignificantes  alcançam  o próximo, gerando inesperadas resoluções. Quantas  frases,  aparentemente  inexpressivas,  arrojadas  de  nossa  boca  estabelecem grandes acontecimentos. Cada dia emitimos sugestões para o bem ou para o mal. Dirigentes arrastam dirigidos. Servos inspiram administradores. Qual é o caminho que a nossa atitude está indicando? Um pouco  de  fermento  leveda  a  massa  toda.  Não  dispomos  de  recursos  para  analisar  a extensão de nossa influência, mas podemos examinar-lhe a qualidade essencial. Acautele-te, pois, com o alimento invisível que forneces às vidas que te rodeiam. Desdobra-se  o destino em  correntes  de  fluxo e  refluxo.  As  forças  que  hoje  se exteriorizam de nossa atividade voltarão ao centro de nossa atividade, amanhã.

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Preleção da Semana – Sem Ruídos

“Mas  quando  vier aquele Espírito  de Verdade,  ele vos  guiará  em  toda  a  verdade”.  –  Jesus (João, 16:13)

O  caminho  de  toda  a  Verdade  e  Jesus  Cristo.  O  Mestre  veio  ao  mundo instalar  essa  verdade  para  que  os  homens  fossem  livres  e  organizou  o programa  dos  cooperadores  de  seu  divino  trabalho,  para  que  se preparasse  convenientemente  o  caminho  infinito.  No  fim  da  estrada colocou a  redenção  e  deu  as  criaturas  o  amor  como  guia. Conforme  sabemos,  o  guia  é  um  só  para  todos.  E  vieram  os  homens para  o  serviço  divino.  Com  os  cooperadores  vinham,  porem,  os  gênios sombrios,  que  se  ombreavam  com  eles  nas  cavernas    da  ignorância.  A religião,  como  expressão  universalista  do  amor,  que  e  o  guia,  pairou  sempre  pura acima  das  misérias  que  chegaram  ao  grande  campo;  mas  este  ficou  repleto  das absurdidades.  O  caminho  foi  quase  obstruído. A  ambição  exigiu  impostos  dos  que  desejavam  passar,  o  orgulho  reclamou  a direção  dos  movimentos,  a  vaidade  pediu  espetáculos,  a  conveniência  requisitou mascaras,  a  política  inferior  estabeleceu  guerras,  a  separatividade  provocou  a hipnose  do    sectarismo. O  caminho  ficou  atulhado  de  obstáculos  e  sombras  e  o  interessado,  que  e  o espírito  humano,  encontra  óbices  infinitos  para  a  passagem. O  quadro  representa  uma  resposta  a  quantos  perguntarem  sobre  os  propósitos  do Espiritismo  cristão,  sendo  que  o  homem  já  conhece  todos  os  deveres  religiosos.  Ele e  aquele  Espírito  de  Verdade  que  vem  lutar  contra  os  gênios  sombrios  que  vieram das  cavernas  da  ignorância  e  invadiram  o  campo  do  Cristo. Mas,  guerrear  como:  Jesus  não  pediu  a  morte  de  ninguém.  Sim,  o  Espírito  de Verdade  vem  como  a  luz  que  combate  e  vence  as  sombras,  sem  ruídos.  Sua  missão e  transformar,  iluminando  o  caminho  para  que  os  homens  vejam  o  amor,  que constitui o guia único para todos, ate a redenção.

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Preleção da Semana – ONDE O REPOUSO

“E Jesus, estendendo  as  mãos,  tocou-o, dizendo:  Quero,  sê limpo…”   (Mateus, 8:3)
  Mãos estendidas!…  Quando  estiveres  meditando  e  orando,  recorda  que  todas  as  grandes  idéias  se derramaram, através dos braços, para concretizarem as boas obras.  Cidades  que  honram  a  civilização,  indústrias  que  sustentam  o  povo,  casa  que  alberga  a família, gleba que produz são garantidas pelo esforço das mãos.  Médicos  despendem  largo  tempo  em  estudo  para  a  conquista do  título  que  lhes  confere  o direito  de  orientar  o  doente;  no  entanto  vivem  estendendo  as  mãos  no  amparo  aos enfermos.  Educadores  mergulham  vários  lustros  na  corrente  das  letras  adquirindo  a  ciência  de manejá-las,  contudo  gastam  longo  trecho  da  existência  estendendo  as  mãos  no  trabalho da escrita.  Cada  reencarnação  de  nosso  espírito  exige  braços  abertos  do  regaço  maternal  que  nos acolhe.  Toda refeição, para surgir, pede braços em movimento.  Cultivemos  a  reflexão  para  que  se  nos  aclare  o  ideal,  sem  largar  o  trabalho  que  no-lo realiza.  Jesus,  embora  pudesse  representar-se  por  milhões  de  mensageiros,  escolheu  vir  ele próprio até nós, colocando mãos no serviço, de preferência em direção aos menos felizes.  Pensemos Nele, o Senhor. E  toda  vez  que  nos  sentirmos  cansados,  suspirando  por  repouso  indébito,  lembremo-nos de  que  as  mãos  do  Cristo,  após  socorrer-nos  e levantar-nos, longe  de  encontrarem  apoio repousante,  foram  cravadas  no  lenho  de  sacrifício,  do  qual,  conquanto  escarnecidas  e espancadas,  ainda  se  despediram  de  nós,  entre  a  palavra  do  perdão  e  a  serenidade  da bênção.

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Preleção da Semana – O BEM QUE NÃO FOI FEITO

“Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras?  Porventura, a fé pode salvá-lo?”  (Tiago, 2:14). 

Estranha a norma do homem quando julga possuir as chaves da Vida Superior simplesmente por manter a fé, como se bastasse apenas convicção  para que se realiza serviço determinado.  Comparemos fé e obras com a planta e as construções.  Sem plano adequado não se ergue edifício em linhas corretas.  Note-se, porém, que o aleijão arquitetônico, improvisado sem plano, ainda serve, em qualquer parte, para albergar os que jornadeiam sem rumo,  e o projeto mais nobre, sem concretização que lhe corresponda, não passa de preciosidade geométrica sentenciada ao arquivo.  Um viajante transportará consigo vasta coleção de croquis pelos quais se levantará toda uma cidade, mas se não dispõe de um tenda a que se  abrigue durante o aguaceiro decerto que os desenhos, conquanto respeitáveis, não impedirão que a chuva lhe encharque os ossos.  Possuir uma fé será reter uma crença religiosa; no entanto cultivar a fé significa observar segurança e pontualidade na execução de um compromisso.  Ninguém resgata uma dívida unicamente por louvar o credor.  À vista disso, não nos iludamos.  Asseguremo-nos de que não nos faltará a Bondade Divina, mas construamos em nós a humana bondade.  Por muito alta a confiança de alguém no Poder Maior do Universo, isso, por si só, não lhe confere o direito de reclamar o bem que não fez

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Preleção da Semana – A CURA PRÓPRIA

“Pregando o Evangelho do Reino e curando todas as enfermidades”  MATEUS, 9:35.

Cura a catarata e a conjuntivite, mas corrige a visão espiritual de teus olhos.     Defende-te contra a surdez; entretanto retifica o teu modo de registrar as vozes e solicitações variadas que te procuram.     Medica a arritmia e a dispnéia; contudo não entregues o coração á impulsividade arrasadora.     Combate a neurastenia e o esgotamento; no entanto cuida de reajustar as emoções e tendências.     Persegue a gastralgia, mas educa teus apetites á mesa.     Melhora as condições do sangue; todavia não o sobrecarregues com os resíduos de prazeres inferiores.      Guerreia a hepatite; entretanto livra o fígado dos excessos em que te comprazes,      Remove os perigos da uremia; contudo não sufoques os rins com venenos de taças brilhantes.     Desloca o reumatismo dos membros, reparando, porém, o que fazes com teus pés, braços e mãos.     Sana os desacertos cerebrais que te ameaçam; todavia aprende a guardar a mente no idealismo superior e nos atos nobres.      Consagra-te á própria cura, mas não esqueças a pregação do reino divino aos teus órgãos. eles são vivos e educáveis.      Sem que teu pensamento se purifique e sem que a tua vontade comande o barco do organismo para o bem, a intervenção dos remédios humanos não passará de medida em trânsito para a inutilidade

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Preleção da semana – Não Peques Demais

“Vai e não peques mais”. – Jesus.   (João, 8:11). 

A semente valiosa que não ajudas, pode perder-se.  A árvore tenra que não proteges, permanece exposta à destruição.  A fonte que não amparas, costuma secar-se.  A água que não distribuis, forma pântanos.  O fruto não aproveitado, apodrece.  A terra boa que não defendes, é asfixiada pela erva inútil.  A enxada que não utilizas, cria ferrugem.  As flores que não cultivas, nem sempre se repetem.  O amigo que não conservas, foge do teu caminho.  A medicação que não respeitas, na dosagem e na oportunidade de que lhe dizem respeito, não te beneficia o campo orgânico.  Assim também é a graça Divina.  Se não guardas o favor do alto, respeitando-o em ti mesmo, se não usas os conhecimentos elevados que recebes em benefício da própria felicidade, se não prezas a contribuição que te vem de cima, não te vale a dedicação dos mensageiros espirituais. Debalde improvisarão eles milagres de amor e paciência, na solução de teus problemas, porque sem a adesão de tua vontade ao programa regenerativo todas as medidas salvadoras resultarão imprestáveis.  “Vai e não peques mais”.  O ensinamento de Jesus é suficiente e expressivo.  O médico Divino proporciona a cura, mas se não a conservarmos, dentro de nós, ninguém poderá prever a extensão e as conseqüências de novos desequilíbrios que nos aviltarão a invigilância.  18

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Preleção da Semana – OBEDIÊNCIA JUSTA

“Que, sendo em forma de Deus não teve por usurpação ser igual a Deus”.  – Paulo. (Filipenses, 2:6). 

Todos os sofrimentos dos homens, de modo geral, originam-se da pretensão de usurpar o Divino Poder.  Orgulho, vaidade, insensatez, egoísmo, perversidade, rebeldia e opressão representam apenas modalidades variadas dessa usurpação indébita. A guerra e o seu século pestilencial, a tirania e o instinto revolucionário, as paixões arrasadoras e os desastres espirituais que lhes são conseqüentes constituem-lhe as obras.  Na vastíssima paisagem de nossas existências vemos sempre a Misericórdia Divina e a maldade humana, a Bondade Celestial e a desobediência das criaturas… Sempre, o Pai Generoso e os filhos imprevidentes, o Deus Justo e as inteligências caídas e perversas… Doloroso quadro… Em tudo, no planeta, a harmonia das leis do Senhor e a discórdia dos homens, a bênção providencial ao céu e a rebeldia terrestre…  Por isso mesmo a Humanidade, como aranha gigantesca, encontra-se no milenário labirinto, encarcerada na teia criminosa de suas próprias ações.  O coração do discípulo fiel ao Evangelho, nos dias que passam, deve revestir-se com a vigorosa couraça da fé viva, porquanto é chamado a trabalhar numa floresta escura, onde a maldade se tornou mais requintada e a sombra mais densa. E que guarde, sobretudo, a serenidade confiante do trabalhador, compreendendo a necessidade dos testemunhos e sacrifícios para todos, porque para o aprendiz sincero deve resplandecer o ensinamento Daquele que tendo vindo ao mundo através de anúncios divinos, assinalados por uma estrela brilhante, temido pelas autoridades de seu tempo, que transformou pescadores em apóstolos, que curou leprosos e cegos, e levantou paralíticos de nascença, não quis usurpar o Direito Divino e marchou, um dia, para o monte, a fim de testemunhar a obediência justa ao Senhor Supremo da Vida, no alto de uma cruz, ante o desprezo e ironia de todos

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