Preleção da Semana 21 – O melhor para nós

“Porque se perdoares aos homens as suas ofensas, também vosso Pai Celeste vos perdoará.” – JESUS. (Mateus, 6:14.)

Muito e sempre importante para nós o esquecimento de todos aqueles que assumam para conosco essa ou aquela atitude desagradável.
Ninguém possui medida bastante capaz, a fim de avaliar as dificuldades alheias.
Aquele que, a nosso ver, nos terá ferido, estaria varando esfogueado obstáculo quando nos deu a impressão disso. E, em superando semelhante empeço, haverá deixado cair sobre nós alguma ponta de seus próprios constrangimentos, transformando-se nos muito mais em credor de apoio que em devedor de atenção.
Em muitos episódios da vida, aqueles que nos prejudicam, ou nos magoam, freqüentemente se encontram de tal modo jungidos à tribulação que, no fundo, sofrem muito mais, pelo fato de nos criarem problemas, que nós mesmos, quando nos supomos vitimadas deles.

Quem saberia enumerar as ocasiões em que determinado companheiro terá sustado a própria queda, sob a força compulsiva da tentação, até que viesse a escorregar no caminho? Quem disporá de meios para reconhecer se o perseguidor está realmente lúcido ou conturbado, obsesso ou doente? Quem poderá desentranhar a verdade da mentira, nas crises de perturbação ou desordem? e quando a nuvem do crime se abate sobre a comunidade, que pessoa deterá tanta percuciência para conhecer o ponto exato em que se haverá originado o fio tenebroso da culpa?
A vista disso, compreendamos que o esquecimento dos males que nos assediam é defesa de nosso próprio equilíbrio, e que, nos dias em que a injúria nos bata em rosto, o perdão, muito mais que uma benção para os nossos supostos ofensores, é e será sempre o melhor para nós.

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Preleção da Semana 20 – Prescrições de Paz

“Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados…”- JESUS. (Mateus, 6:34.)

Na garantia do próprio equilíbrio, alinhemos algumas indicações de paz, destinadas a imunizar-nos contra a influência de aflições e tensões, nas quais, tanta vez imprevidentemente arruinamos tempo e vida:

– corrigir em nós as deficiências suscetíveis de conserto, e aceitar-nos, nas falhas cuja supressão não depende ainda de nós, fazendo de nossa presença o melhor que pudermos, no erguimento da felicidade e do progresso de todos:

– tolerar os obstáculos com que somos atingidos, ante os impositivos do aperfeiçoamento moral, e entender que os outros carregam igualmente os deles;

– observar ofensas como retratos dos ofensores, sem traçar-nos a obrigação de recolher semelhantes clichês de sombra;

– abolir inquietações ao redor de calamidades anunciadas para o futuro, que provavelmente nunca virão a sobrevir;

– admitir os pensamentos de culpa que tenhamos adquirido, mas buscando extinguir-lhes os focos de vibrações em desequilíbrio, através de reajustamento e trabalho;

– nem desprezar os entes queridos, nem prejudicá-los com a chamada superproteção tendente a escravizá-los ao nosso modo de ser;

– não exigir do próximo aquilo que o próximo ainda não consegue fazer;

– nada pedir sem dar de nós mesmos;

– respeitar os pontos de vista alheios, ainda quando se patenteiam contra nós, convencidos quanto devemos estar de que pontos de vista são maneiras, crenças, opiniões e afirmações peculiares a cada um;

– não ignorar as crises do mundo; entretanto, reconhecer que, se reequilibrarmos o nosso próprio mundo por dentro – esculpindo-lhe a tranqüilidade e a segurança em alicerces de compreensão e atividade, discernimento e serviço – perceberemos, de pronto, que as crises externas são fenômenos necessários ao burilamento da vida, para que a vida não se tresmalhe da rota que as Leis do Universo lhe assinalam no rumo da perfeição.

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Preleção da semana 19 – No erguimento da Paz

“Bem-aventurados os pacificadores porque serão chamados filhos de Deus”. – JESUS. (Mateus, 5:9.).

Efetivamente, precisamos dos artífices da inteligência, habilitados a orientar o progresso das ciências no planeta. Necessitamos, porém, e talvez mais ainda, dos obreiros do bem, capazes de assegurar a paz no mundo. Não somente daqueles que asseguram o equilíbrio coletivo na cúpula das nações, mas de quantos se consagram ao cultivo da paz no cotidiano:

– dos que saibam ouvir assuntos graves, substituindo-lhe os ingredientes vinagrosos pelo bálsamo do entendimento fraterno;

– dos que percebem a existência do erro e se dispõem a saná-lo, sem alargar-lhe a extensão com críticas destrutivas;

– dos que enxergam problemas, procurando solucioná-los, em silêncio, sem conturbar o ânimo alheio;

– dos que recolhem confidências aflitivas, sem passá-la adiante;

– dos que identificam que identificam os conflitos dos outros, ajudando-os sem referências amargas;

– dos que desculpam ofensas, lançando-as no esquecimento;

– dos que pronunciam palavras de consolo e esperança, edificando fortaleza e tranqüilidade onde estejam;

– dos que apagam o fogo da rebeldia ou da crueldade, com exemplos de tolerância;

– dos que socorrem os vencidos da existência, sem acusar os chamados vencedores;

– dos que trabalham sem criar dificuldades para os irmãos do caminho;

– dos que servem sem queixa;

– dos que tomam sobre os próprios ombros toda a carga de trabalho que podem suportar no levantamento do bem de todos, sem exigir a cooperação do próximo para que o bem de todos prevaleça.

Paz no coração e paz no caminho.

Bem-aventurados os pacificadores – disse-nos Jesus -, de vez que todos eles agem na vida, reconhecendo-se na condição de fiéis e valorosos filhos de Deus.

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Preleção da Semana 18 – Em torno do porvir

“Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura”. – JESUS. (Marcos, 16:15.).

Toda realização nobre demanda preparo criterioso.

O homem, na terra:

– edifica-se com instrução para frustrar os perigos da ignorância, seja entrando no conhecimento comum ou garantindo a competência profissional;

– assegura o equilíbrio orgânico com agentes imunológicos, preservando-se contra certas doenças arrasadoras;

– paga tributos compreensíveis e justos a instituições securitárias e assistenciais, a fim de que lhe não falhe o apoio de ordem material nas horas difíceis;

– organiza tarefas vastíssimas na gleba vulgar para que não falte o auxílio da sementeira, tanto a benefício próprio quanto na sustentação da comunidade;

– institui recursos no trânsito, com sinalização especial, de modo a prevenir desastres e definir responsabilidades nas ocorrências infelizes da vida pública;

– despende fortunas enormes com o exclusivo propósito de salvaguardar o êxito em determinadas realizações científicas.

Prossigamos, assim, atentos na construção da Doutrina Espírita sobre os princípios os princípios de Jesus, porquanto, seja hoje, amanhã, depois de amanhã ou no grande futuro, todas as criaturas da terra, uma por uma, se aproximarão da escola do amor e da verdade, a fim de encontrarem a felicidade real, não só no campo da inteligência, mas também – e acima de tudo – nos domínios do coração.

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Preleção da Semana – 17 Em torno da Humildade

“Toda boa dádiva a todo Dom perfeito é lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança”.   TIAGO. (Tiago, 1:17.).

Afinal, que possuímos que não devemos a Deus?

A própria vida de que dispomos se reveste de tanta grandeza e de tanta complexidade, que só a loucura ou a ignorância não reconhecem a Divina Sabedoria em seus fundamentos.

Para a consideração disso, basta que o homem reflita no usufruto inegável de que se vale na mobilização dos bens que o felicitam no mundo.

O corpo que lhe serve de transitória moradia é uma doação dos Poderes Superiores, por intermédio do santuário genético das criaturas.

Os familiares se lhe erigem como sendo apoios de empréstimo.

A inteligência se lhe condiciona a determinados fatores de expressão.

O ar que respira é patrimônio de todos.

As conquistas da ciência, sobre as quais baseia o progresso, são realizações corretas, mas provisórias, porquanto se ampliam consideravelmente, de século para século.

Os seus elementos de trabalho são alteráveis de tempo a tempo.

A saúde física é uma dádiva em regime de comodato.

A fortuna é um depósito a título precário.

A autoridade é uma delegação de competência, obviamente transferível.

Os amigos são mutáveis na troca incessante de posições, pela qual são frequentemente chamados a prestação de serviço, segundo os ditames que os princípios de aperfeiçoamento ou de evolução lhes indiquem.

Os próprios adversários, a quem devemos preciosos avisos, são substituídos periodicamente.

Os mais queridos objetos de uso pessoal passam de mão em mão.

Em qualquer plano ou condição de existência, estamos subordinados à lei da renovação. À vista disso, sempre que nos vejamos inclinados a envaidecer-nos por alguma coisa, recordemos que nos achamos inelutavelmente ligados à Vida de Deus que, a benefício de nossa própria vida, ainda hoje tudo pode rearticular, refundir, refazer ou modificar.

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ESPERAMOS POR VOCÊ !

ESPERAMOS POR VOCÊ!!

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Preleção da Semana – 16 Assunto de Liberdade

“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais de novo a jugo de servidão.“ – Paulo. (Gálatas, 5:1)

Importante pensar como terá Jesus promovido a nossa libertação.

O divino Mestre não nos conclamou a qualquer reação contra os padrões administrativos na movimentação da comunidade, nem desfraldou qualquer bandeira de reivindicações exteriores.

Jesus unicamente obedeceu às Leis Divinas, fazendo o melhor da própria vida e do tempo de que dispunha, em benefício de todos.

Terá tido lutas e conflitos no âmbito pessoal das próprias atividades.

Afeições incompreensíveis, companheiros frágeis, adversários e perseguidores não lhe faltaram; nada disso, porém, fê-lo voltar-se contra a hierarquia ou contra a segurança da vida comunitária.

Por fim, a aceitação da cruz lhe assinalou a obediência suprema às Leis de Deus.

Pensa nisto e compreendamos que o Cristo nos ensinou o caminho da libertação de nós mesmos.

Dever observado e cumprido mede o nosso direito de agir com independência.

Não existe liberdade e respeito sem obrigação e desempenho.

Meditemos na lição para não cairmos de novo sob o antigo e pesado jugo de nossas próprias paixões.

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