Preleção da Semana – Jesus para o Homem

E achado em forma como homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte de cruz”. – PAULO (Fillipenses, 2:8)

O Mestre desceu para servir.
Do esplendor à escuridão…
Da alvorada eterna à noite plena…
Das estrelas à manjedoura…
Do infinito à limitação…
Da glória à carpintaria…
Da grandeza à abnegação…
Da divindade dos anjos à miséria dos homens…
Da companhia de gênios sublimes à convivência dos pecadores…
De governador do mundo a servo de todos…
De credor magnânimo a escravo…
De benfeitor a perseguido…
De salvador a desamparado…
De emissário do amor à vítima do ódio…
De redentor dos séculos a prisioneiro das sombras…
De celeste pastor à ovelha oprimida…
De poderoso trono à cruz do martírio…
Do verbo santificante ao angustiado silêncio…
De advogado das criaturas a réu sem defesa…
Dos braços dos amigos ao contacto de ladrões…
De doador da vida eterna a sentenciado no vale da morte…
Humilhou-se e apagou-se para que o homem se eleve e brilhe para sempre!
Oh! Senhor, que não fizeste por nós, a fim de aprendermos o caminho da Gloriosa Ressurreição no Reino?

Livro Antologia Mediúnica do Natal. Espíritos Diversos. FEB. Capítulo 1.
Francisco Candido Xavier – Pelo Espírito Emmanuel

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Preleção da Semana 92 – Madalena

“Disse-lhe Jesus: Maria! — Ela, voltando-se, disse-lhe: Mestre!” – (João, 20:16)

Dos fatos mais significativos do Evangelho, a primeira visita de Jesus, na ressurreição, é daqueles que convidam à meditação substanciosa e acurada.
Por que razões profundas deixaria o Divino Mestre tantas figuras mais próximas de sua vida para surgir aos olhos de Madalena, em primeiro lugar?
Somos naturalmente compelidos a indagar por que não teria aparecido, antes, ao coração abnegado e amoroso que lhe servira de Mãe ou aos discípulos amados…
Entretanto, o gesto de Jesus é profundamente simbólico em sua essência divina.
Dentre os vultos da Boa Nova, ninguém fez tanta violência a si mesmo, para seguir o Salvador, como a inesquecível obsidiada de Magdala. Nem mesmo “morta” nas sensações que operam a paralisia da alma; entretanto, bastou o encontro com o Cristo para abandonar tudo e seguir-lhe os passos, fiel até ao fim, nos atos de negação de si própria e na firme resolução de tomar a cruz que lhe competia no calvário redentor de sua existência angustiosa.
É compreensível que muitos estudantes investiguem a razão pela qual não apareceu o Mestre, primeiramente, a Pedro ou a João, à sua Mãe ou aos amigos. Todavia, é igualmente razoável reconhecermos que, com o seu gesto inesquecivel, Jesus ratificou a lição de que a sua doutrina será, para todos os aprendizes e seguidores, o código de ouro das vidas transformadas para a glória do bem. E ninguém, como Maria de Magdala, houvera transformado a sua, à luz do Evangelho redentor.

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