Preleção da Semana – O NECESSÁRIO

  “Mas uma só coisa é necessária.” – Jesus. (LUCAS, 10:42.)

  Terás  muitos  negócios  próximos  ou  remotos,  mas  não  poderás  subtrair-lhes  o caráter de lição, porque a morte te descerrará realidades com as quais nem sonhas de leve…  Administrarás  interesses  vários,  entretanto,  não  poderás  controlar  todos  os  ângulos  do serviço,  de  vez  que  a  maldade  e  a  indiferença  se  insinuam  em  todas  as  tarefas, prejudicando o raio de ação de todos os missionários da elevação.  Amealharás  enorme  fortuna,  todavia,  ignorarás,  por  muitos  anos,  a  que  região  da  vida  te conduzirá o dinheiro.  Improvisarás  pomposos  discursos,  contudo,  desconheces  as  conseqüências  de  tuas palavras.  Organizarás  grande  movimento  em  derredor  de  teus  passos,  no  entanto,  se  não construíres algo dentro deles para o bem legítimo, cansar-te-ás em vão.  Experimentarás  muitas dores, mas,  se  não  permaneceres  vigilante  no aproveitamento  da luta, teus dissabores correrão inúteis.  Exaltarás  o  direito  com  o  verbo  indignado  e  ardoroso,  todavia,  é  provável  não  estejas senão estimulando a indisciplina e a ociosidade de muitos.  “Uma  só  coisa  é  necessária”,  asseverou  o  Mestre,  em  sua  lição  a  Marta,  cooperadora dedicada e ativa.  Jesus  desejava  dizer  que,  acima  de  tudo,  compete-nos  guardar,  dentro  de  nós  mesmos, uma  atitude  adequada,  ante  os  desígnios  do  Todo-Poderoso,  avançando,  segundo  o roteiro  que  nos  traçou  a  Divina  Lei.  Realizado  esse  “necessário”,  cada  acontecimento, cada  pessoa  e  cada  coisa  se  ajustarão,  a  nossos  olhos, no  lugar que lhes  é  próprio. Sem essa  posição espiritual de sintonia  com  o  Celeste  Instrutor, é muito difícil  agir  alguém  com proveito. 81

Publicado em Preleção da Semana | Marcado com | Deixe um comentário

Preleção da Semana – CARIDADE DA PAZ

“Bem-aventurados os pacificadores” – Jesus (Mateus, 5:9)

Um  tipo  de  beneficência  ao  alcance  de  todos  e  que  não  se  deve  esquecer  —  ocultar  os próprios aborrecimentos, a fim de auxiliar. *** É  provável  hajas  iniciado  o  dia,  sob  a  intromissão  de  contratempos  que  te  espancaram  a alma.  À  vista  disso,  se  exibes  a  figura  da  mágoa,  na  palavra  ou  na  face,  ei-la  que  se expande, à feição de tóxico mental, atacando a todos os que se deixem contagiar. E  qual  acontece,  quando  a  poeira  grossa  te  invade  o  reduto  doméstico,  obrigando-te  à recuperação  e  limpeza,  após  te  desequilibrares  em  aspereza  e  irritação,  reconhece-te  no dever te  reparar os danos havidos, despendendo  força e  diligência em  solicitar  desculpas e  refazer  os  próprios  brios,  aqui  e  ali,  como  quem  se  empenha  a  suprimir  os remanescentes de laboriosa faxina. Se  te  alteias,  no  entanto,  acima  de  desgostos  e  inquietações,  mantendo  tranqüilidade  e bom  ânimo,  para  logo  a  tua  mensagem  de  otimismo  e  renovação  prossegue  adiante,  de modo a espalhar bênçãos e criar energias angariando-te simpatia e cooperação. *** Os  estados  negativos  da  mente,  como  sejam  tristeza  e  azedume,  angústia  ou inconformidade,  constituem  sombras  que  o  entendimento  e  a  bondade  são  chamados  a dissipar. Recordemos  o donativo  da  paz  que a  todos  nos  compete  distribuir,  a  benefício  dos outros, evitando  solenizar  obstáculos  e  conflitos,  aflições  ou  desencantos,  que  nos  surpreendem a  marcha.  E  permaneçamos  claramente  informados  de  que  a  única  fórmula  para  o exercício  dessa  beneficência da  paz, em  louvor  de  nossa  própria  segurança,  será  sempre esquecer  o  mal  e  fazer o  bem, porquanto  em  verdade, tão-somente  a criatura  consagrada a  trabalhar,  servindo  ao  próximo,  não  dispõe  de  recursos  para  entendiar-se  e  nem encontra tempo para ser infeliz.

Publicado em Preleção da Semana | Marcado com | Deixe um comentário

Preleção da Semana – ELOGIOS E CRÍTICAS

Toda  boa  dádiva  e  todo  dom  perfeito  é  lá  do  Alto,  descendo  do  Pai  das  luzes,  em quem  não  pode  existir  variação,  ou  sombra  de  mudança”.    (Tiago,    1:17)
Se  o  Sol  dependesse  da  aprovação  humana  para  alimentar  a  vida  que  se lhe  gravita  em  derredor,  certo  que,  desde  muito,  estaria  reduzido  a  montão  de cinzas. Se  a  Terra  sofresse  com  as  censuras  que  lhe  são  constantemente desfechadas  por  todos  aqueles  que  a  categorizam  por  vale  de  lágrimas,  já teria  descido  à  condição  de  um  cemitério      no     Espaço. Se  a  semente    rejeitasse  a  solidão  e  a  morte  a  que  se  vê  relegada  no  solo, a  fim  de  colaborar  no  sustento  do  mundo,  as  criaturas  estariam,  há  muito tempo,    sem    a    bênção    do    pão. *** A  se  a  fonte  recusasse  o  regime  de  mudança  incessante  e  permanente  em que  é chamada  a  servir,  a  vida  organizada  na  Terra  se  mostraria  confinada  a primitivismo  e  estagnação. *** Se  a  árvore  só  produzisse  sob  aplausos,  o  fruto  não  abençoaria  a  mesa  dos homens. *** Obreiros  da  Verdade  e  do  Bem,  reflitamos  nas  lições  simples  da  Natureza  e trabalhemos. Agradecei  o  louvor  que  vos  fortalece  para  o  desempenho  das  obrigações  naturais do  mundo  e  aproveitai  com resignação  a  advertência  que  a  crítica  vos  dê.  Entretanto, se  precisamos  de  elogio  para  trabalhar  e  se  a  admoestação  nos  paralisa  as  faculdades  de  servir,  estamos  ainda  longe  de  compreender  o  tesouro  das oportunidades  de  aprimoramento  e  elevação  que  nos  enriquece  os  caminhos,  de vez  que,  acima  de  tudo,  a  bênção  que  nos  reconforta,  a  luz  que  clareia  a  estrada, a  força  que  nos  sustenta  e  o  apoio  que  nos  escora  chegam  sempre  de  Mais  Alto e procedem, originaria e tão-somente, de Deus 79

Publicado em Preleção da Semana | Marcado com | Deixe um comentário

Preleção da Semana – OBSESSÕES

    “…e não nos deixei cair em tentação mas livra-nos do mal”  – Jesus (Mateus, 6:13).   
   Nem sempre conseguimos perceber.      Os processos obsessivos, vastas vezes, porém, principiam de bagatelas:      O olhar de desconfiança…      Um grito de cólera…      Uma frase pejorativa…      A ponta de sarcasmo…      O momento de irritação…      A tristeza sem motivo…      O instante de impaciência…      A indisposição descontrolada…      Estabelecida a ligação com as sombras por semelhantes tomadas de invigilância, eis que surgem as grandes brechas na organização da vida ou na moradia da alma:      A desarmonia em casa…       A discórdia no grupo da ação…      O fogo da crítica…      O veneno da queixa…      A doença imaginária…      A rede da intriga…      A treva do ressentimento…      A discussão infeliz…      O afastamento de companheiros…      A rixa sem propósito…      As obsessões que envolvem individualidades e equipes quase sempre partem de inconveniências pequeninas que devem ser evitadas, qual se procede com o minúsculo foco de infecção. Para isso, dispomos todos de recursos infalíveis, quais sejam:a dieta do silêncio, a vacina da tolerância, o detergente do trabalho e o anti-séptico da oração

Publicado em Preleção da Semana | Marcado com , | Deixe um comentário

Preleção da Semana – OPOSIÇÕES

“Eu,  porém,  vos  digo:  amai  os  vossos  inimigos  e orai  pelos  que  vos  perseguem”. –  Jesus  (Mateus,  5:44)

Imperioso  modifiques  a  própria  conceituação,  em  torno  do  adversário,  a  fim  de que  se  te  apague  da  mente,  em  definitivo,  o  fogo  da  aversão. Isso  porque  o  suposto  ofensor  pode  ser  alguém: que  age  sob  a  compulsão  de  grave  processo  obsessivo; que  se  encontra  sob  o  guante  da  enfermidade  e,  por  isso,  inabilitado  a  comportarse  corretamente; que  experimenta  deploráveis  enganos  e se acomoda na  insensatez; que  não  pode  enxergar  a  vida  no  ângulo  em  que  a  observas.   E  que  nenhum  de  nós  encontre  motivos  para  lhe  reprovar  o  desajuste, porquanto  nós  todos  somos  ainda  suscetíveis  de  incorrer  em  falhas  lamentáveis, como  sejam: cair  sob  a  influência  perturbadora  de  criaturas  a  quem  dediquemos  afeições  sem  o necessário equilíbrio; iludir-nos  a  nosso  próprio  respeito  quando  não  pratiquemos  o  regime  salutar  da autocrítica; entrar  em  calamitoso  desequilíbrio  por  efeito  de  capricho  momentâneo; assumir  atitudes  menos  felizes,  por  deficiência  de  evolução,  à  frente  de companheiros  em  posições  mais  elevadas  que  a  nossa. Em  síntese,  para  sermos  desculpados  é  preciso  desculpar. Reflitamos  na  absoluta  impropriedade  de  qualquer  ressentimento  e  recordemos a  advertência  de  Jesus  quando  nos  recomendou  a  oração  pelos  que  nos  perseguem. O  Mestre,  na  essência,  não  nos  impelia  tão-só  a  beneficiar  os  que  nos  firam,  mas igualmente  a  proteger  a  sanidade  mental  do  grupo  em  que  fomos  chamados  a  atuar e  servir,  imunizando  os  companheiros,  relativamente  ao  contágio  da  mágoa,  e frustrando  a  epidemia  da  queixa,  sustentando  a  tranqüilidade  e  a  confiança  dos outros, tanto no amparo a eles quanto a nós. 77

Publicado em Preleção da Semana | Marcado com , | Deixe um comentário

Preleção da Semana – NA ESCOLA DIÁRIA

“Portanto,  não  vos inquieteis  com  o  dia  de amanhã, pois  o amanhã  trará  os seus  cuidados…” — Jesus (Mateus, 6:34)
  A  paciência  em  si  não  se  resume  à  placidez  externa  que  estampa  serenidade  na  face  e conserva o pensamento atormentado e convulso. Indubitavelmente,  semelhante  esforço  da  criatura,  na  superfície  das  manifestações  que lhe  dizem  respeito,  é  o  primeiro  degrau  da  paciência  e  deve  ser  louvado  pelo  bem  que espalha. Paciência  real,  entretanto,  não  é  feita  de  emoções  negativas  dificilmente  refreadas  no peito  e  suscetíveis  de  explosão.  Tolerância  autêntica  descende  da  compreensão  e  todos possuímos,  no  íntimo,  todo  um  arsenal  de  raciocínios  lógicos,  a  fim  de  garanti-la  por cidadela da paz na vida interior. Em  qualquer  dificuldade  com  que  sejamos  defrontados  não  auferiremos  efetivamente qualquer lucro nos impacientarmos, conturbando ou destruindo a própria resistência. Muito  aluno  digno  perde  a  prova  em  que  se  acha  incurso  o  ensino  não  pela  feição  do problema proposto, e sim pela própria excitabilidade na hora justa da promoção. Recordemos que a vida é sempre uma grande escola. Cada  criatura  estagia  no  aprendizado  de  que  necessita  e  cada  aprendizado  é  clima  de trabalho com oportunidade de melhoria. Desespero é desgaste. Irritação é prejuízo antes do ajuste. Reflete  nisso  e,  à  frente  de  quaisquer  empeços,  acalma-te  para  pensar  e  pensa  o bastante a fim de que possas acertar com a vida e servir para o bem.

Publicado em Preleção da Semana | Marcado com , , | Deixe um comentário

Preleção da Semana – QUESTÕES DO COTIDIANO

“… E não  nos  deixeis cair  em  tentação, mas  livrai-nos  do  mal…”   – Jesus. (Mateus, 6:13).  
   Se  fomos  injustamente  desconsiderados  por  alguém  não  será  mais  razoável  deixar esse  alguém  com  a  revisão  do  gesto  irrefletido,  ao  invés  de  formularmos  exigências  nas quais viremos, talvez, unicamente a perder a própria tranqüilidade?      Se  fomos  ofendidos  por  que  não  nos  colocarmos,  por  suposição,  no  lugar  daquele que  nos  fere,  a  fim  de  enumerar as  nossas  vantagens  e  observar,  com silencioso  respeito, os prejuízos que lhe dilapidam a existência?      Se  incompreendidos  não  será  mais  aconselhável  empregar  o  tempo  trabalhado  na execução  dos  deveres  que  esposamos,  ao  invés  de  fazer  barulho  para  descerrar prematuramente a visão dos outros, às vezes com agravo de nossos problemas?      Se  criticados,  em  razão  de  erros  nos  quais  tenhamos  incorrido,  por  que  não  nos resignarmos  às  próprias  deficiências  retomando  o  caminho  reto,  sem  reações  e provocações que somente dificultariam a nossa caminhada para a frente?      Se abatidos  na  provação  ou  na  enfermidade  por  que  insurgir-nos  contra  as circunstâncias  temporariamente  menos  felizes  a  que  nos  encadeamos,  desprezando  as oportunidades de elevação em nosso próprio favor.      Em  quaisquer  lances  difíceis  do  cotidiano  adotemos  serenidade  e  tolerância,  as duas  forças  básicas  da  paciência,  porquanto  se  não  prescindimos  da  fé  raciocinada  para não  cairmos  na  cegueira  do  fanatismo,  precisamos  da  paciência,  meditação  e  autoanálise a fim de que não venhamos a tombar nos desvarios da inquietação. 

Publicado em Preleção da Semana | Marcado com , | Deixe um comentário