Preleção da Semana – ALGUÉM DEVE PLANTAR

“Eu  plantei, Apolo  regou, mas  o crescimento veio  de Deus”.  Paulo (I Corintios, 3:6.)  Nada de personalismo dissolvente na lavoura do Espírito.     Qual ocorre  em  qualquer  campo  terrestre,  cultivador  algum,  na  gleba  da  alma,  pode jactar-se de tudo fazer nos domínios da sementeira ou da colheita.      Após  o  esforço  de  quem  plantam,  há  quem  siga  o  vegetal  nascente,  quem  o  auxilie, quem o corrija, quem o proteja.      Pensando,  porém,  no  impositivo  da  descentralização,  no  serviço  espiritual,  muitos companheiros  fogem  à  iniciativa  nas  construções  de  ordem  moral  que  nos  competem. Muitos  deles,  convidados  a  compromissos  edificantes,  nesse  ou  naquele  setor  de trabalho,  afirmam-se  inaptos  para  a  tarefa,  como  se  nunca  devêssemos  iniciar  o aprendizado  do  aprimoramento  íntimo,  enquanto  que  outros  asseveram,  quase  sempre com  ironia,  que  não  nasceram  para  líderes.  Os  que  assim  procedem  costumam  relegar para  DEUS  comezinhas  obrigações  no  que  tange  à  elevação,  progresso,  acrisolamento, ou  melhoria,  mas  as  leis  do  CRIADOR  não  isentam  a  criatura  do  dever  de  colaborar  na edificação do bem e da verdade, em favor de si mesma.      Vejamos  a  palavra  do  Apóstolo  Paulo,  quando  já  conhecia  os  problemas  do  autoaperfeiçoamento,  em  nos  referindo  à  evangelização:  “Eu  plantei,  Apolo  regou,  mas  o crescimento veio de Deus”.     A  necessidade do  devotamento  individual  à  causa  da  verdade  transparece,  clara,  de semelhante conceituação.     Sabemos  que  a  essência  de  toda  atividade,  numa  lavra  agrícola,  procede, originariamente, da Providência Divina.     De DEUS  vem  a  semente,  o  solo,  o  clima,  a  seiva  e  a  orientação  para  o desenvolvimento  da  árvore,  como  também  dimanam  de  DEUS  a  inteligência,  a  saúde,  a coragem  e  o discernimento  do cultivador,  mas somos obrigados  a  reconhecer  que  alguém deve plantar. 

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Preleção da Semana – Fazer Luz

FAZER  LUZ
“Acolhei  o  que é débil na fé, não, porém, para discutir  opiniões”.   – Paulo. (Romanos, 14:1).  Indubitavelmente,  nem  sempre  a  fé  acompanha  a  expansão  da  cultura,  tanto  quanto  nem sempre a cultura consegue altear-se ao nível da fé.  Um  cérebro  vigoroso  pode  elevar-se  a  prodígios  de  cálculo  ou  destacar-se  nos  mais entranhados  campos  da  emoção,  portas  a  dentro  dos  valores  artísticos,  sem  entender bagatela  de  resistência  moral diante  da  tentação  ou  do  sofrimento.  De  análogo  modo,  um coração  fervoroso  é  suscetível  das  mais  nobres  demonstrações  de  heroísmo  perante  a dor  ou da mais  alta reação  contra  o  mal,  patenteando  manifesta  incapacidade  para  aceitar os imperativos da perquirição ou dos requisitos do progresso.  A Ciência investiga.  A Religião crê.  Se  não  é  justo  que  a  Ciência  imponha  diretrizes  à  Religião,  incompatíveis  com  as  suas necessidades  do  sentimento,  não  é  razoável  que  a  Religião  obrigue  a  Ciência  à  adoção de normas inconciliáveis com as suas exigências do raciocínio.  Equilíbrio  ser-nos-á  o  clima  de  entendimento  em  todos  os  assuntos  que  se  relacionem  à Fé  e  à  Cultura,  ou  estaremos  sempre  ameaçados  pelo  deserto  da  descrença  ou  pelo charco do fanatismo.  Auxiliemo-nos mutuamente.  Na sementeira da fé, aprendamos a ouvir com serenidade para falar com acerto.  Diz  o  Apóstolo  Paulo:  “Acolhei  o  que  é  débil  na  fé,  não,  porém,  para  discutir  opiniões”.  É que  para  chegar  à  cultura,  filha  do  trabalho  e  da  verdade,  o  homem  é  naturalmente compelido  a  indagar,  examinar,  experimentar,  e  teorizar,  mas,  para  atingir  a  fé  viva,  filha da compreensão e do amor, é forçoso servir. E servir é fazer luz. 

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Preleção da Semana – ESTA NOITE

“Mas  Deus  lhe disse: Louco, esta  noite  te pedirão a  tua  alma;   e  o que tens  preparado, para quem  será?”   – Jesus (Lucas, 12:20)    Não basta ajuntar valores materiais para a garantia da felicidade A  super-cultura  consegue  atualmente  na  Terra  feitos  prodigiosos  em  todos  os  ramos  da Natureza física, desde o controle das forças atômicas às realizações da Astronáutica. No  entanto,  entre  os  povos  mais  adiantados  do  Planeta  avançam  duas  calamidades morais  do  materialismo  corrompendo-lhe  as  forças:  o  suicídio  e  a  loucura,  ou,  mais propriamente, a angústia e a obsessão. É que o homem não se aprovisiona de reservas espirituais à custa de máquinas. Para  suportar  os  atritos  necessários  à  evolução  e  aos  conflitos  resultantes  da  luta regenerativa, precisa alimentar-se com recursos da alma e apoiar-se neles. Nesse  sentido,  vale  recordar  o  sensato  comentário  de  Allan  Kardec  no  item  14  do Capítulo  V  de  “O  Evangelho  Segundo  o  Espiritismo”,  sob  a  epígrafe  “O  Suicídio  e  a Loucura”:  “A  calma  e  a  resignação  hauridas  da  maneira  de  considerar  a  vida  terrestre  e  da confiança  no  futuro  dão  ao  Espírito  uma  serenidade  que  é  o  melhor  preservativo  contra a loucura e o suicídio. Com  efeito,  é  certo  que  a  maioria  dos  casos  de  loucura  se  deve  à  comoção  produzida pelas vicissitudes que o homem não tem a coragem de suportar. Ora,  se  encarando  as  coisas  deste  mundo  da  maneira  por  que  o  Espiritismo  faz  que  ele as  considere,  o  homem  recebe  com  indiferença,  mesmo  com  alegria,  os  reveses  e  as decepções  que  o  houveram  desesperado  noutras  circunstâncias,  evidente  se  torna  que essa  força  o  coloca  acima  dos  acontecimentos,  lhe preserva de abalos a  razão,  os quais, se não fora isso, a conturbariam”. Espíritas, amigos!  Atendamos  à  caridade  que  suprime  a  penúria  do  corpo,  mas  não  menosprezemos  o socorro às necessidades da alma!  Divulguemos a luz da Doutrina Espírita!  Auxiliemos o próximo a discernir e pensar

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Preleção da Semana – LUZ EM NOSSAS MÃOS

“Interrogado pelos  fariseus sobre quando viria  o reino  de Deus,   Jesus lhes  respondeu: Não  vem  o  reino de  Deus  com  aparências  exteriores”.  (Lucas, 17:20).  

A Terra de hoje reúne povos de vanguarda na esfera da inteligência.   Cidades  enormes  são  usadas,  à  feição  de  ninhos  gigantescos  de  cimento  e  aço,  por agrupamentos de milhões de pessoas.   A  energia  elétrica  assegura  a  circulação da força  necessária à  manutenção  do  trabalho  e  do conforto doméstico.   A Ciência garante a higiene.   O automóvel ganha tempo e encurta distâncias.   A  imprensa  a  radio  e  a  televisão  interligam  milhares  de  criaturas,  num  só  instante,  na  mesma faixa de pensamento.   A escola abrilhanta o cérebro.   A técnica orienta a indústria.   Os institutos sociais patrocinam os assuntos de previdência e segurança.   O comércio, sabiamente dirigido, atende ao consumo com precisão.   Entretanto, estaremos diante de civilização impecável?   À  frente  desses  empórios  resplendentes  de  cultura  e  progresso  material,  recordemos  a palavra dos instrutores de Allan Kardec, nas bases da Codificação do Espiritismo.   Perguntando  a  eles ‘por que  indícios  se  pode  reconhecer uma  civilização completa, através da Questão número 793, constante de “O Livro dos Espíritos”, deles recolheu a seguinte resposta:   “Reconhecê-la-eis  pelo  desenvolvimento moral.  Credes  que  estais  muito  adiantados  porque tendes  feito  grandes  descobertas  e  obtido  maravilhosas  invenções;  porque  vos  alojais  e  vestis melhor  do  que  os  selvagens.  Todavia,  não  tereis  verdadeiramente  o  direito  de  dizer-vos civilizados,  senão  quando  de  vossa  sociedade  houverdes  banido  os  vícios  que  a  desonram  e quando  viverdes,  como  irmãos,  praticando  a  caridade  cristã.  Até  então  sereis  apenas  povos esclarecidos, que hão percorrido a primeira fase da civilização”.   Espíritas, irmãos!  Rememoremos  a advertência  do Cristo  quando  nos  afirma  que o  reino  de Deus  não  vem  até  nós  com  aparências  exteriores;  para  edificá-lo  não  nos  esqueçamos  de que  a Doutrina Espírita é luz em nossas mãos. Reflitamos nisso. 

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Preleção da Semana – AS FORÇAS DO AMANHÃ

“Não  sabeis  que um  pouco  de  fermento leveda a  massa toda?”  – Paulo (I Coríntios, 5:6)

Ninguém vive só. Nossa alma é sempre núcleo de influência para os demais. Nossos atos possuem linguagem positiva. Nossas palavras atuam à distância. Achamo-nos magneticamente associados uns aos outros. Ações e reações caracterizam-nos a marcha. É preciso saber, portanto, que espécie de forças projetamos naqueles que nos cercam. Nossa  conduta  é  um  livro  aberto.  Quantos  de  nossos  gestos  insignificantes  alcançam  o próximo, gerando inesperadas resoluções. Quantas  frases,  aparentemente  inexpressivas,  arrojadas  de  nossa  boca  estabelecem grandes acontecimentos. Cada dia emitimos sugestões para o bem ou para o mal. Dirigentes arrastam dirigidos. Servos inspiram administradores. Qual é o caminho que a nossa atitude está indicando? Um pouco  de  fermento  leveda  a  massa  toda.  Não  dispomos  de  recursos  para  analisar  a extensão de nossa influência, mas podemos examinar-lhe a qualidade essencial. Acautele-te, pois, com o alimento invisível que forneces às vidas que te rodeiam. Desdobra-se  o destino em  correntes  de  fluxo e  refluxo.  As  forças  que  hoje  se exteriorizam de nossa atividade voltarão ao centro de nossa atividade, amanhã.

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Preleção da Semana – Sem Ruídos

“Mas  quando  vier aquele Espírito  de Verdade,  ele vos  guiará  em  toda  a  verdade”.  –  Jesus (João, 16:13)

O  caminho  de  toda  a  Verdade  e  Jesus  Cristo.  O  Mestre  veio  ao  mundo instalar  essa  verdade  para  que  os  homens  fossem  livres  e  organizou  o programa  dos  cooperadores  de  seu  divino  trabalho,  para  que  se preparasse  convenientemente  o  caminho  infinito.  No  fim  da  estrada colocou a  redenção  e  deu  as  criaturas  o  amor  como  guia. Conforme  sabemos,  o  guia  é  um  só  para  todos.  E  vieram  os  homens para  o  serviço  divino.  Com  os  cooperadores  vinham,  porem,  os  gênios sombrios,  que  se  ombreavam  com  eles  nas  cavernas    da  ignorância.  A religião,  como  expressão  universalista  do  amor,  que  e  o  guia,  pairou  sempre  pura acima  das  misérias  que  chegaram  ao  grande  campo;  mas  este  ficou  repleto  das absurdidades.  O  caminho  foi  quase  obstruído. A  ambição  exigiu  impostos  dos  que  desejavam  passar,  o  orgulho  reclamou  a direção  dos  movimentos,  a  vaidade  pediu  espetáculos,  a  conveniência  requisitou mascaras,  a  política  inferior  estabeleceu  guerras,  a  separatividade  provocou  a hipnose  do    sectarismo. O  caminho  ficou  atulhado  de  obstáculos  e  sombras  e  o  interessado,  que  e  o espírito  humano,  encontra  óbices  infinitos  para  a  passagem. O  quadro  representa  uma  resposta  a  quantos  perguntarem  sobre  os  propósitos  do Espiritismo  cristão,  sendo  que  o  homem  já  conhece  todos  os  deveres  religiosos.  Ele e  aquele  Espírito  de  Verdade  que  vem  lutar  contra  os  gênios  sombrios  que  vieram das  cavernas  da  ignorância  e  invadiram  o  campo  do  Cristo. Mas,  guerrear  como:  Jesus  não  pediu  a  morte  de  ninguém.  Sim,  o  Espírito  de Verdade  vem  como  a  luz  que  combate  e  vence  as  sombras,  sem  ruídos.  Sua  missão e  transformar,  iluminando  o  caminho  para  que  os  homens  vejam  o  amor,  que constitui o guia único para todos, ate a redenção.

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Preleção da Semana – ONDE O REPOUSO

“E Jesus, estendendo  as  mãos,  tocou-o, dizendo:  Quero,  sê limpo…”   (Mateus, 8:3)
  Mãos estendidas!…  Quando  estiveres  meditando  e  orando,  recorda  que  todas  as  grandes  idéias  se derramaram, através dos braços, para concretizarem as boas obras.  Cidades  que  honram  a  civilização,  indústrias  que  sustentam  o  povo,  casa  que  alberga  a família, gleba que produz são garantidas pelo esforço das mãos.  Médicos  despendem  largo  tempo  em  estudo  para  a  conquista do  título  que  lhes  confere  o direito  de  orientar  o  doente;  no  entanto  vivem  estendendo  as  mãos  no  amparo  aos enfermos.  Educadores  mergulham  vários  lustros  na  corrente  das  letras  adquirindo  a  ciência  de manejá-las,  contudo  gastam  longo  trecho  da  existência  estendendo  as  mãos  no  trabalho da escrita.  Cada  reencarnação  de  nosso  espírito  exige  braços  abertos  do  regaço  maternal  que  nos acolhe.  Toda refeição, para surgir, pede braços em movimento.  Cultivemos  a  reflexão  para  que  se  nos  aclare  o  ideal,  sem  largar  o  trabalho  que  no-lo realiza.  Jesus,  embora  pudesse  representar-se  por  milhões  de  mensageiros,  escolheu  vir  ele próprio até nós, colocando mãos no serviço, de preferência em direção aos menos felizes.  Pensemos Nele, o Senhor. E  toda  vez  que  nos  sentirmos  cansados,  suspirando  por  repouso  indébito,  lembremo-nos de  que  as  mãos  do  Cristo,  após  socorrer-nos  e levantar-nos, longe  de  encontrarem  apoio repousante,  foram  cravadas  no  lenho  de  sacrifício,  do  qual,  conquanto  escarnecidas  e espancadas,  ainda  se  despediram  de  nós,  entre  a  palavra  do  perdão  e  a  serenidade  da bênção.

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