Preleção da Semana – FILHOS DE DEUS

“Na vossa paciência, possui as nossas almas”. – Jesus (Lucas, 21:19)

Afinal de contas, ter paciência não será sorrir para as maldades humanas, nem coonestar suas atividades indignas sobre a face do mundo. Concordar alguém com todos os males da senda terrestre, a pretexto de revelar essa virtude, seria um contra-senso absurdo. Ter paciência, então, será resistir aos impulsos inferiores que nos cerquem na estrada evolutiva, conduzindo todo o bem que nos seja possível aos seres e coisas que se achem diante de nos, como a representação desses mesmos Impulsos. Jesus foi o modelo da paciência   suprema   e   resistiu   a nossa inferioridade, amando-nos. Não se nivelou com as nossas fraquezas, mas valeuse de todas as ocasiões para nos melhorar e conduzir ao bem. Sua miseric6rdia tomou os nossos pecados e transformou cada um em profunda lição para a reforma de nos mesmos. Não aplaudiu as nossas misérias, nem sorriu para os nossos erros, mas compreendeu-nos as deficiências e amparou-nos. Embora tudo isso, resistiu-nos sempre, dentro de seu amor, ate a cruz do martírio. A paciência do Cristo e um livro aberto para todos os corações inclinados ao bem e a verdade. Somente pela sincera resistência ao mal, com a disposição fiel de transforma-lo no bem, conseguireis possuir as vossas almas. Ao contrario disso, ainda que vos sintais autônomos e fortes, vos mesmos e que sereis possuídos por tendências indignas ou sentimentos inferiores. Portanto, justo e que busqueis saber, hoje mesmo, se já possuis os vossos corações ou se estais ocupados pelas forcas estranhas ao vosso titulo de filho  de Deus. 16

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Preleção da Semana – Contra o Perigo

“E digo-vos que todo aquele que me confessor, diante dos homens, também o filho do homem o confessará, diante dos anjos de Deus”. –   Jesus   (Lucas,   12:8)

Muitos companheiros de labor evangélico supõem que confessar o Mestre se resume tão somente numa profissão de fé por intermédio das palavras. Para a demonstração de que aderimos, sinceramente, a Jesus bastara subir a uma tribuna ou discutir, acaloradamente, com alguns amigos que ainda não nos conseguem compreender? Semelhante confissão tem sido o objetivo da maioria dos discípulos através dos tempos; mas essa atitude desassombrada e uma das faces da realização, sem constituir, entretanto, o seu precioso conjunto. Confessar o Cristo, diante dos homens, e revelar-lhe a luz e o poder em ações de amor e desprendimento, que os homens vulgares ainda não conhecem. Não será instituir convicções apressadas nos outros, mas pautar a vida em piano diferente e superior, de sorte que os espíritos mais frágeis ou levianos possam encontrar, junto de nossa alma, algo de mais elevado que não sentem noutros   lugares   e   situações   do   mundo. Não é fácil confessar a Jesus entre as comunidades terrestres quando sabemos que ele próprio foi por elas  conduzido  a  cruz  do  martírio;  mas e  dessa confissão que a sua palavra persuasiva nos fala no Evangelho da Verdade e do Amor. É preciso se precate o discípulo contra o perigo de uma adesão verbal, sem a participação de suas energias interiores. O Senhor deseja ser confessado pelos seus continuadores nas estradas do mundo; mas esse ato não se pratica apenas por palavras e sim por todas as demonstrações vivas do coração

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Preleção da Semana – Caminhos Cruzados

CAMINHOS  CRUZADOS

“Sabendo primeiro isto:que nos últimos dias virão escarnecedores,  andando segundo as suas próprias concupiscências.” (II PEDRO, 3:3)  De todos os elementos que tentam perturbar as obras divinas, os escarnecedores são os mais dignos de piedade fraternal. É que são enfermos pouco suscetíveis de medicação, em vista de serem profundamente ignorantes ou profundamente perversos. O escarnecedor costuma aproximar-se dos trabalhadores fiéis das idéias novas exigindo lhes provas concludentes das afirmações espirituais que lhes constituem a divina base do trabalho no mundo. É interessante, porém, observar que pedem tudo, sem se disporem a dar coisa alguma. Querem provas da verdade; contudo, não abandonam as cavernas mentais em que vivem usualmente, nem mesmo para vê-las. Querem demonstrações espirituais agarrados, à maneira de vermes, aos fenômenos materiais. Os infelizes não percebem que se emparedaram no desconhecimento da vida, ou no egoísmo que lhes agrava os instintos perversos. E tocam a rir nos caminhos do mundo, copiando os histriões da irresponsabilidade e da indiferença. Zombam de todas as reflexões sérias, mofam de todos os ideais do bem e da luz… Movimentam nobres patrimônios intelectuais no esforço de destruir e, por vezes, conseguem cavar fundo abismo onde se encontram. Os aprendizes sinceros do Evangelho devem, todavia, saber que semelhantes desviados andarão na Terra segundo as próprias concupiscências. São folhas conscientes do mal que só a Misericórdia Divina poderá transformar, ao sublime sopro de suas renovações.  É preciso não perder tempo com essa classe de perturbadores contrários as atividades do bem. São expoentes do escárnio, condenados a receber as conseqüências dele. Por si mesmos já são bastante desventurados.  Se, algum dia, cruzarem-te o caminho suporta-os com paciência e entrega-os a Deus.

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Preleção da Semana – Resistência Espiritual

RESISTÊNCIA ESPIRITUAL

“Era perto da meia-noite; Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus e os outros presos os escutavam”.        (Atos,   16:25)

Reveste-se de profundo simbolismo aquela atitude de Paulo e Silas nas trevas da prisão. Quando numerosos encarcerados ali permaneciam sem esperança, eis que os herdeiros de Jesus, embora dilacerados de açoites, começam a orar, entoando   hinos   de   confiança. O mundo atual, na esteira de transições angustiosas e amargas, não parece mergulhado nas sombras que precedem a   meia-noite? Conhecimentos generosos permanecem eclipsados. Noções de justiça e direito, programas de paz e tratados de assistência mútua são relegados a pianos de esquecimento. Animais furiosos aproveitam a treva para se evadirem dos recônditos escaninhos da alma humana, onde permaneciam guardados pela cobertura da civilização, e tentam dominar as criaturas empregando o terror, a perseguição, a violência. Quantos jovens jazem no cárcere das desilusões, da amargura, do remorso, do crime? Através de caminhos desolados ao longo de campos que as bombas devastaram, dentro de sombras frias, ha mães que choram, velhos desalentados, crianças perdidas. Quem poderá contar as angústias da noite dolorosa? Os aprendizes do Evangelho, igualmente, sofrem perseguições e calúnias e, em quase toda parte, são conduzidos a testemunhos ásperos. Muitos envolveram-se nas nuvens pesadas, outros esconderam-se fugindo a hora de sofrimentos; mas, os discípulos fieis, esses suportam ainda acoites e pedradas e, não obstante as trevas insondáveis da meianoite da civilização, oram nos santuários do espírito eterno e cantam cânticos de esperança, alentando os companheiros. Enquanto raras almas sabem perceber os primeiros rubores da alvorada, em virtude da sombra extensa, recordemos os devotados obreiros do Mestre e busquemos na prece ativa o refugio consolador. Se o mundo experimenta a tempestade, procuremos a oração e o trabalho, a fé e o otimismo, porque outro dia glorioso esta a nascer, e em Jesus Cristo repousa nossa resistência espiritual.

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Preleção da Semana – Livro Segue-me – Chico Xavier

SINAL  DE  AMOR

“E saíram os fariseus e começaram a disputar com ele,  pedindo-lhe, para o tentarem, um sinal do Céu.”  – (João, 8:11.)  No Espiritismo cristão, de quando em quando aparecem aprendizes do Evangelho, sumamente interessados em atender a certas solicitações, no capítulo dos fenômenos psíquicos.  Buscam sinais tangíveis, incontestáveis.  Na maioria das vezes, movimento não passa de repetição do gesto dos fariseus antigos.  Médiuns e companheiros outros, em grande número, não se precatam de que os pedidos de demonstrações do céu são formulados, por tentação.  Há ilações lógicas no assunto, que cabe não desprezar. Se um espírito permanece encarnado na Terra, como poderá fornecer sinais de Júpiter? Se as solicitações dessa natureza, endereçadas ao próprio Cristo, foram consideradas como gênero de tentação ao Mestre, pelo evangelho, com que direito poderão impô-las os discípulos novos aos seus amigos do invisível? Ao contrário disso, os aprendizes fiéis devem estar preparados ao fornecimento de demonstrações da Terra.  É justo que o cristão não possa projetar uma tela mágica sobre as nuvens errantes, mas pode revelar como se exerce o ministério da fraternidade no mundo. Nunca desdobrara a paisagem total onde se movimentam os seres invisíveis, mas está habilitado a prestar colaboração no esclarecimento dos homens do porvir.  Quem solicita sinais do Céu será talvez ignorante ou portador de má-fé; entretanto os que tentem satisfazê-los andam muito distraídos do que aprenderam como Cristo.  Se te requisitam demonstrações estranhas, podes replicar com segurança resoluto, que não estás designado para à produção de maravilhas e esclarece a teu irmão que permaneces determinado a aprender com o Mestre, a fim de ofereceres à Terra o teu sinal de amor e luz, firme na fé, para não sucumbires às tentações. Emmanuel

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Preleção da semana – 180 – Deus te abençoa

180 – DEUS  TE  ABENÇOA
“Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus…” – Paulo (II CORÍNTIOS, 8:1.)

Acreditas-te frágil, mas Deus te suprirá de energias. Reconheces a própria limitação, mas Deus te conferirá crescimento. Afirmas-te sem ânimo, mas Deus te propicia coragem. Declaras-te pobre, mas dispões das riquezas infinitas de Deus. Entendamos, porém, que o processo de assimilar os recursos divinos será sempre o serviço prestado aos outros. Não alegues, assim, fraqueza, inaptidão, desalento ou penúria para desistir do lugar que te cabe no edifício do bem. Pela hora do otimismo com que amparas o trabalho dos companheiros, Deus te abençoa. Pelo gesto silencioso com que escoras o equilíbrio geral, Deus te abençoa. Pela frase caridosa e esclarecedora com que asseguras o entendimento fraterno, Deus te abençoa. Pela migalha de socorro ou de tempo despendes no apoio aos necessitados, Deus te abençoa. Pela atitude de tolerância e serenidade, à frente da incompreensão, Deus te abençoa. Convivemos, sem dúvida, com almas heróicas, habilitadas aos mais altos testemunhos de fé em Deus, através do sacrifício pela felicidade dos semelhantes, mas Deus que abençoa o rio capaz de garantir as searas do campo, abençoa também a gota de orvalho que ameniza a sede da rosa. Se erros e desacertos nos marcaram a estrada até ontem, voltemo-nos para Deus com sinceridade, refazendo a esperança e suportando sem mágoa, as acusações do caminho. O homem, às vezes, passa enojado, à frente do charco, sem perceber que Deus alentou no charco os lírios que lhe encantam a mesa. A face disso, se alguém te censura ouve com paci6encia. Se existe sensatez na repreensão, aproveita o conselho; se for injusto o reproche, conserva a alma tranqüila, na limpeza da consciência. Em qualquer dificuldade, arrima-te a confiança, trabalhando e servindo com alegria, na certeza invariável de que Deus te vê e te abençoa.

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Preleção da Semana – 179 – Discernir e Corrigir

179 – DISCERNIR  E  CORRIGIR

“… com o critério com que julgardes sereis julgados;  e com a medida com que tiverdes medido vos medirão também”.  – Jesus  (MATEUS, 7:2)

Viste o companheiro em necessidade e comentaste-lhe a posição… Possuía ele recursos expressivos e, talvez por imprevidência, caiu em penúria dolorosa… Usufrui conhecimentos superiores e feriu-te a sensibilidade por arrojar-se em terríveis despenhadeiros do coração que, às vezes, os últimos dos menos instruídos conseguem facilmente evitar… Detinha oportunidades de melhoria, com as quais milhares de criaturas sonham debalde e procedeu impensadamente, qual se não retivesse as vantagens que lhe brilham nas mãos… Desfruta ambiente distinto, capaz de guindá-lo às alturas e prefere desconhecer as circunstâncias  que o favorecem, mergulhando-se na sombra das atitudes negativas… Mantinha valiosas possibilidades de elevação espiritual, no levantamento de apostolados sublimes, e emaranhou-se em tramas obsessivas que lhe exaurem as forças…  Tudo isso, realmente, podes observar e referir. Entra, porém, na esfera do próprio entendimento e capacita-te de que te não é possível a imediata penetração no campo das causas. Ignoramos qual teria sido o nosso comportamento na trilha do companheiro em dificuldade, com a soma dos problemas que lhe pesam no espírito. Não te permitas, assim, pensar ou agir, diante dele, sem que a fraternidade te comande as definições. Ainda mesmo no esclarecimento absoluto que, em casos numerosos, reclama austeridade sobre nós mesmos, é possível propiciar o remédio da fraqueza a doentes da alma pelo veículo da compaixão, como se administra piedosamente a cirurgia aos acidentados. Se conseguimos discernir o bem do mal, é que já conhecemos o mal e o bem, e se o Senhor nos permite identificar as necessidades alheias, é porque, de um modo ou de outro, já podemos auxiliar.

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