Preleção da Semana – O BEM QUE NÃO FOI FEITO

“Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras?  Porventura, a fé pode salvá-lo?”  (Tiago, 2:14). 

Estranha a norma do homem quando julga possuir as chaves da Vida Superior simplesmente por manter a fé, como se bastasse apenas convicção  para que se realiza serviço determinado.  Comparemos fé e obras com a planta e as construções.  Sem plano adequado não se ergue edifício em linhas corretas.  Note-se, porém, que o aleijão arquitetônico, improvisado sem plano, ainda serve, em qualquer parte, para albergar os que jornadeiam sem rumo,  e o projeto mais nobre, sem concretização que lhe corresponda, não passa de preciosidade geométrica sentenciada ao arquivo.  Um viajante transportará consigo vasta coleção de croquis pelos quais se levantará toda uma cidade, mas se não dispõe de um tenda a que se  abrigue durante o aguaceiro decerto que os desenhos, conquanto respeitáveis, não impedirão que a chuva lhe encharque os ossos.  Possuir uma fé será reter uma crença religiosa; no entanto cultivar a fé significa observar segurança e pontualidade na execução de um compromisso.  Ninguém resgata uma dívida unicamente por louvar o credor.  À vista disso, não nos iludamos.  Asseguremo-nos de que não nos faltará a Bondade Divina, mas construamos em nós a humana bondade.  Por muito alta a confiança de alguém no Poder Maior do Universo, isso, por si só, não lhe confere o direito de reclamar o bem que não fez

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Preleção da Semana – A CURA PRÓPRIA

“Pregando o Evangelho do Reino e curando todas as enfermidades”  MATEUS, 9:35.

Cura a catarata e a conjuntivite, mas corrige a visão espiritual de teus olhos.     Defende-te contra a surdez; entretanto retifica o teu modo de registrar as vozes e solicitações variadas que te procuram.     Medica a arritmia e a dispnéia; contudo não entregues o coração á impulsividade arrasadora.     Combate a neurastenia e o esgotamento; no entanto cuida de reajustar as emoções e tendências.     Persegue a gastralgia, mas educa teus apetites á mesa.     Melhora as condições do sangue; todavia não o sobrecarregues com os resíduos de prazeres inferiores.      Guerreia a hepatite; entretanto livra o fígado dos excessos em que te comprazes,      Remove os perigos da uremia; contudo não sufoques os rins com venenos de taças brilhantes.     Desloca o reumatismo dos membros, reparando, porém, o que fazes com teus pés, braços e mãos.     Sana os desacertos cerebrais que te ameaçam; todavia aprende a guardar a mente no idealismo superior e nos atos nobres.      Consagra-te á própria cura, mas não esqueças a pregação do reino divino aos teus órgãos. eles são vivos e educáveis.      Sem que teu pensamento se purifique e sem que a tua vontade comande o barco do organismo para o bem, a intervenção dos remédios humanos não passará de medida em trânsito para a inutilidade

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Preleção da semana – Não Peques Demais

“Vai e não peques mais”. – Jesus.   (João, 8:11). 

A semente valiosa que não ajudas, pode perder-se.  A árvore tenra que não proteges, permanece exposta à destruição.  A fonte que não amparas, costuma secar-se.  A água que não distribuis, forma pântanos.  O fruto não aproveitado, apodrece.  A terra boa que não defendes, é asfixiada pela erva inútil.  A enxada que não utilizas, cria ferrugem.  As flores que não cultivas, nem sempre se repetem.  O amigo que não conservas, foge do teu caminho.  A medicação que não respeitas, na dosagem e na oportunidade de que lhe dizem respeito, não te beneficia o campo orgânico.  Assim também é a graça Divina.  Se não guardas o favor do alto, respeitando-o em ti mesmo, se não usas os conhecimentos elevados que recebes em benefício da própria felicidade, se não prezas a contribuição que te vem de cima, não te vale a dedicação dos mensageiros espirituais. Debalde improvisarão eles milagres de amor e paciência, na solução de teus problemas, porque sem a adesão de tua vontade ao programa regenerativo todas as medidas salvadoras resultarão imprestáveis.  “Vai e não peques mais”.  O ensinamento de Jesus é suficiente e expressivo.  O médico Divino proporciona a cura, mas se não a conservarmos, dentro de nós, ninguém poderá prever a extensão e as conseqüências de novos desequilíbrios que nos aviltarão a invigilância.  18

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Preleção da Semana – OBEDIÊNCIA JUSTA

“Que, sendo em forma de Deus não teve por usurpação ser igual a Deus”.  – Paulo. (Filipenses, 2:6). 

Todos os sofrimentos dos homens, de modo geral, originam-se da pretensão de usurpar o Divino Poder.  Orgulho, vaidade, insensatez, egoísmo, perversidade, rebeldia e opressão representam apenas modalidades variadas dessa usurpação indébita. A guerra e o seu século pestilencial, a tirania e o instinto revolucionário, as paixões arrasadoras e os desastres espirituais que lhes são conseqüentes constituem-lhe as obras.  Na vastíssima paisagem de nossas existências vemos sempre a Misericórdia Divina e a maldade humana, a Bondade Celestial e a desobediência das criaturas… Sempre, o Pai Generoso e os filhos imprevidentes, o Deus Justo e as inteligências caídas e perversas… Doloroso quadro… Em tudo, no planeta, a harmonia das leis do Senhor e a discórdia dos homens, a bênção providencial ao céu e a rebeldia terrestre…  Por isso mesmo a Humanidade, como aranha gigantesca, encontra-se no milenário labirinto, encarcerada na teia criminosa de suas próprias ações.  O coração do discípulo fiel ao Evangelho, nos dias que passam, deve revestir-se com a vigorosa couraça da fé viva, porquanto é chamado a trabalhar numa floresta escura, onde a maldade se tornou mais requintada e a sombra mais densa. E que guarde, sobretudo, a serenidade confiante do trabalhador, compreendendo a necessidade dos testemunhos e sacrifícios para todos, porque para o aprendiz sincero deve resplandecer o ensinamento Daquele que tendo vindo ao mundo através de anúncios divinos, assinalados por uma estrela brilhante, temido pelas autoridades de seu tempo, que transformou pescadores em apóstolos, que curou leprosos e cegos, e levantou paralíticos de nascença, não quis usurpar o Direito Divino e marchou, um dia, para o monte, a fim de testemunhar a obediência justa ao Senhor Supremo da Vida, no alto de uma cruz, ante o desprezo e ironia de todos

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Preleção da Semana – FILHOS DE DEUS

“Na vossa paciência, possui as nossas almas”. – Jesus (Lucas, 21:19)

Afinal de contas, ter paciência não será sorrir para as maldades humanas, nem coonestar suas atividades indignas sobre a face do mundo. Concordar alguém com todos os males da senda terrestre, a pretexto de revelar essa virtude, seria um contra-senso absurdo. Ter paciência, então, será resistir aos impulsos inferiores que nos cerquem na estrada evolutiva, conduzindo todo o bem que nos seja possível aos seres e coisas que se achem diante de nos, como a representação desses mesmos Impulsos. Jesus foi o modelo da paciência   suprema   e   resistiu   a nossa inferioridade, amando-nos. Não se nivelou com as nossas fraquezas, mas valeuse de todas as ocasiões para nos melhorar e conduzir ao bem. Sua miseric6rdia tomou os nossos pecados e transformou cada um em profunda lição para a reforma de nos mesmos. Não aplaudiu as nossas misérias, nem sorriu para os nossos erros, mas compreendeu-nos as deficiências e amparou-nos. Embora tudo isso, resistiu-nos sempre, dentro de seu amor, ate a cruz do martírio. A paciência do Cristo e um livro aberto para todos os corações inclinados ao bem e a verdade. Somente pela sincera resistência ao mal, com a disposição fiel de transforma-lo no bem, conseguireis possuir as vossas almas. Ao contrario disso, ainda que vos sintais autônomos e fortes, vos mesmos e que sereis possuídos por tendências indignas ou sentimentos inferiores. Portanto, justo e que busqueis saber, hoje mesmo, se já possuis os vossos corações ou se estais ocupados pelas forcas estranhas ao vosso titulo de filho  de Deus. 16

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Preleção da Semana – Contra o Perigo

“E digo-vos que todo aquele que me confessor, diante dos homens, também o filho do homem o confessará, diante dos anjos de Deus”. –   Jesus   (Lucas,   12:8)

Muitos companheiros de labor evangélico supõem que confessar o Mestre se resume tão somente numa profissão de fé por intermédio das palavras. Para a demonstração de que aderimos, sinceramente, a Jesus bastara subir a uma tribuna ou discutir, acaloradamente, com alguns amigos que ainda não nos conseguem compreender? Semelhante confissão tem sido o objetivo da maioria dos discípulos através dos tempos; mas essa atitude desassombrada e uma das faces da realização, sem constituir, entretanto, o seu precioso conjunto. Confessar o Cristo, diante dos homens, e revelar-lhe a luz e o poder em ações de amor e desprendimento, que os homens vulgares ainda não conhecem. Não será instituir convicções apressadas nos outros, mas pautar a vida em piano diferente e superior, de sorte que os espíritos mais frágeis ou levianos possam encontrar, junto de nossa alma, algo de mais elevado que não sentem noutros   lugares   e   situações   do   mundo. Não é fácil confessar a Jesus entre as comunidades terrestres quando sabemos que ele próprio foi por elas  conduzido  a  cruz  do  martírio;  mas e  dessa confissão que a sua palavra persuasiva nos fala no Evangelho da Verdade e do Amor. É preciso se precate o discípulo contra o perigo de uma adesão verbal, sem a participação de suas energias interiores. O Senhor deseja ser confessado pelos seus continuadores nas estradas do mundo; mas esse ato não se pratica apenas por palavras e sim por todas as demonstrações vivas do coração

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Preleção da Semana – Caminhos Cruzados

CAMINHOS  CRUZADOS

“Sabendo primeiro isto:que nos últimos dias virão escarnecedores,  andando segundo as suas próprias concupiscências.” (II PEDRO, 3:3)  De todos os elementos que tentam perturbar as obras divinas, os escarnecedores são os mais dignos de piedade fraternal. É que são enfermos pouco suscetíveis de medicação, em vista de serem profundamente ignorantes ou profundamente perversos. O escarnecedor costuma aproximar-se dos trabalhadores fiéis das idéias novas exigindo lhes provas concludentes das afirmações espirituais que lhes constituem a divina base do trabalho no mundo. É interessante, porém, observar que pedem tudo, sem se disporem a dar coisa alguma. Querem provas da verdade; contudo, não abandonam as cavernas mentais em que vivem usualmente, nem mesmo para vê-las. Querem demonstrações espirituais agarrados, à maneira de vermes, aos fenômenos materiais. Os infelizes não percebem que se emparedaram no desconhecimento da vida, ou no egoísmo que lhes agrava os instintos perversos. E tocam a rir nos caminhos do mundo, copiando os histriões da irresponsabilidade e da indiferença. Zombam de todas as reflexões sérias, mofam de todos os ideais do bem e da luz… Movimentam nobres patrimônios intelectuais no esforço de destruir e, por vezes, conseguem cavar fundo abismo onde se encontram. Os aprendizes sinceros do Evangelho devem, todavia, saber que semelhantes desviados andarão na Terra segundo as próprias concupiscências. São folhas conscientes do mal que só a Misericórdia Divina poderá transformar, ao sublime sopro de suas renovações.  É preciso não perder tempo com essa classe de perturbadores contrários as atividades do bem. São expoentes do escárnio, condenados a receber as conseqüências dele. Por si mesmos já são bastante desventurados.  Se, algum dia, cruzarem-te o caminho suporta-os com paciência e entrega-os a Deus.

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