Preleção da Semana – ​AUXILIAR E SERVIR

 “…  E  amarás  o  teu  próximo  como  a  ti  mesmo”.  –  Jesus (Lucas,  10:27) 

Irmãos! Quando  estiverdes  à  beira  do  desânimo  porque  alfinetadas  do  mundo vos  hajam  ferido  o  coração;  quando  o  desespero  vos  ameace,  à  vista das  provações  que  se  vos  abatem  na  senda,  reflitamos  naqueles companheiros  outros  que  se  agoniam,  junto  de  nós,  em  meio  dos  espinheiros  que  nos  marginam  a  estrada;  nos  que  foram  relegados  à solidão  sem  voz  de  amigo  que  os  reconforte;  nos  que  tateiam,  a  pleno  dia, ansiando  por  fio  de  luz  que  lhes  atenue  a  cegueira;  nos  que perderam  o  lume  da    razão      e      se    despencaram    na  vala  da  loucura; nos  que  foram  arrojados  à  orfandade  quando  a  existência  na  Terra  se lhes  esboça  em  começo;  naqueles  que  estão  terminando  a  romagem  no mundo  atirados  à  ventania;  nos  que  desistiram  do  refúgio  na  fé  e  se encaminham,  desorientados,  para  as  trevas  do  suicídio;  nos  que  se largaram  à  delinquência  comprando  arrependimentos  e  lágrimas  na segregação  em  que  expiam  as  próprias  faltas;  nos  que  choram escravizados  à  penúria,  a  definharem  de  inanição!… Façamos  isso  e  aprenderemos  a  agradecer  a  Bondade  de  Deus  que  a todos  nos  reúne  em  sua  bênção  de  amor,  de  vez  que  a  melancolia  se  nos transformará,  no  ser,  em  clarão  de  piedade,  ensinando-nos  a  observar  que por  mais  necessitados  ou  sofredores  estejamos  dispomos  ainda  do  privilégio de  colaborar  com  Jesus  na  edificação  do  Mundo  Melhor,  pela  felicidade  de auxiliar  e  pelo  dom  de  servir. 

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Preleção da Semana – A Porta Divina

​”Eu sou  a porta; se alguém  entrar  por mim,  salvar-se-á” – Jesus. (João, 10:9).      Nos  caminhos  da  vida  cada  companheiro  portador  de  expressão  intelectual  um pouco  mais  alta  converte-se  naturalmente  em  voz  imperiosa  para  os  nossos  ouvidos;  e cada pessoa que segue à frente de nós abre portas ao nosso espírito.      Os inconformados abrem estradas à rebelião e à indisciplina.      Os velhacos oferecem passagem para o cativeiro em que exerçam dominação.      Os escritores de futilidades fornecem passaporte para a província do tempo perdido.      Os maledicentes encaminham quem os ouve a fontes envenenadas.      Os  viciosos  quebram  as  barreiras  benéficas  do  respeito  fraternal,  desvendando despenhadeiros onde o perigo é incessante.      Os preguiçosos conduzem a guerra contra o trabalho construtivo.      Os perversos escancaram os precipícios do crime.      Ainda  que  não  percebas,  várias  pessoas  te  abrem  portas,  cada  dia,  através  da palavra falada ou escrita, da ação ou do exemplo.      Examina  onde  entras  com  o  sagrado  depósito  da  confiança.  Muita  vez  perderás longo tempo para retomar o caminho que te é próprio.      Não nos esqueçamos de que Jesus é a única porta de verdadeira libertação.      Através  de  muitas  estações  no  campo  da  Humanidade  é  provável  recebamos proveitosas  experiências,  amealhando-as  à  custa  de  desenganos  terríveis,  mas  só  em Cristo,  no  clima  sagrado  de  aplicação  dos  seus  princípios,  é  possível  encontrar  a passagem abençoada de definitiva salvação.  

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Preleção da Semana – ​O  SERVO  DO SENHOR 

Eles não  são  do  mundo como  também  eu  não  sou”.  –  Jesus (João,  17:16) 

O  servo  do  Senhor  é  claramente  conhecido  na  seara  ativa  do  Senhor,  mas se  aspiramos  a  caracterizá-lo  no  mundo  é  fácil  reconhecer-lhe  a  presença  em seus  traços  essenciais: vive  no  mundo  sem  agarrar-se  ao    mundo; age     sem   apego; ilumina    sem   alarde; convence   trabalhando; atravessa  o  tumulto  construindo  em silêncio; injuriado,  esquece; advertido,  aproveita; considera  o  passado  apontando     o      futuro; renova   sem   crítica; perdoa    sem  jactância; sofre  sem  queixa; carrega  fardos  pesados  sem  pretensão  de  virtude; socorre  espontaneamente; fala,  edificando; eleva-se,  elevando  os  outros; colabora,  olvidando  a  si  mesmo,  em  louvor  do  interesse  geral; espera,  fazendo  o  melhor  que  pode; corrige,  abençoando; educa,  amparando  sempre. Em  suma,  quem  se  dedica  ao  Senhor  entrega-se-lhe  ao  bendito  poder  como  é, onde  está,  com  o  que  tem,  e  com  quem  convive  e  persevera  na  execução  incessante da  obra  do  Senhor,  sem  perguntar  como,  onde,  quanto  ou  com  quem  deve trabalhar para realmente servir. 

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Preleção da Semana – ​NAS  DIRETRIZES  DO  EVANGELHO 

“Assim, pois, pelos  seus frutos  os  conhecereis”.  –  Jesus (Mateus,  7:20) 

O  Senhor  não  nos  induziu  a  conhecer  o  valor  da  árvore  pelas exterioridades  ou  dificuldades  de  sua  vinculação  com   a   terra. Não  pela  configuração  morfológica   do   tronco. Nem pelo tecido da folhagem. Nem   pelas   flores. Não  mandou  se  lhe  pesquisasse  os  defeitos  de  apresentação,  muitas vezes  criados  pela  fúria  das  tempestades  que  o  exame  posterior  dos melhores botânicos não  consegue    determinar. Nem  recomendou  se  lhe  fixassem  as  desvantagens  causadas  pelos insetos  que  lhe  carcomem  as  energias  e  que  os  obreiros  do  bem  saberão extirpar    a    preço      de    amor. Nem  exigiu  se  inventariasse  o  número  dos  viajores  que  lhe  espancaram  ou quebraram  os  ramos  a  fim  de  se  lhe  apropriarem  dos  recursos. O  Mestre  apenas  anunciou  que  a  árvore  será  sempre  conhecida  pelos  frutos. Quando  as  circunstâncias  nos  impelirem  a  julgar  ou  analisar  os  irmãos  de experiência  e  caminho  esqueçamos  as  figurações  passageiras  que  repontem  no lado  externo  da  vida  e  recordemos  o  ensino  de  Jesus:  “Pelos  frutos  os conhecereis”. 

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Preleção da Semana – ​VONTADE E RENOVAÇÃO

 “Não  vos  escrevi  porque  não  sabeis  a  verdade,  mas porque  a  sabeis…”  –  (I  João,  2:21) 

Evidentemente  o  espírito  encarnado  surpreende  na  vida  física  muitas dificuldades  que  não  consegue  evitar,  sejam  as  que  se  originam  dos constrangimentos  educativos  da  evolução,  sejam  aquelas  outras  que  se  lhe vinculam  à  liquidação  dos  desajustes  por  ele  próprio  perpetrados  em existências  anteriores. Ponderemos,  no  entanto,  que  muito  mais  numerosas  são  as  dificuldades outras  que  ele  mesmo  cria,  no  trato  da  experiência  comum,  agravando  o  acervo dos  compromissos  menos  felizes  que  carreia  para  a  frente  na  jornada  espiritual. Esse,  em  consequência  de  deslizes  no  pretérito,  traz  determinadas  peças orgânicas  em  condições  delicadas;  entretanto  se  persiste  abusando  das  próprias forças,  de  que  forma  se  lhe  socorrer  a  saúde?  Outro  se  revela,  no  dia-a-dia,  por exagerada  agressividade,  e,  por  isso  mesmo,  como  subtraí-lo  ao  perigo  se  acalenta declarada  inclinação  ao  desastre?  Muitos  anseiam  por  ternura  e  calor  humano, transformando-se  em  azedume  e  incompreensão  para  os  melhores  amigos… Queremos  todos  a  felicidade  e  a  paz;  todavia  é  preciso  reconhecer  que  a  paz  e  a felicidade  se  nos  levantam  do  íntimo. Eis  porque  as  lições  do  Evangelho  –  desde  que  aceitemos  Jesus  por  Mestre  –  nos percutem  a  inteligência,  a  todos  os  instantes  da  vida,  não  porque  desconheçamos a  verdade,  mas  justamente  porque  não  a  ignoramos,  já  que  nos  achamos informados  de  que,  para  sanar  débitos  e  desacertos,  é  forçoso  que  a  nossa vontade  funcione,  sem  o  que  será  sempre  impossível  qualquer  ação  em  nós mesmos  no  sentido  de  corrigir  ou  de  resgatar. 

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Preleção da Semana – Ação e Prece 

​Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á. – Jesus. (Mateus, 7:7).    

 Prece é luz.      Serviço é merecimento.      Prece é luz.      Serviço é bênção.      Muitos  irmãos  rogam  o  auxílio  do  Céu  trancando,  porém,  o  coração  ao  auxílio  em favor dos companheiros que lhes solicitam apoio e cooperação na Terra.      A  evolução,  no  entanto,  em  qualquer  território  da  vida,  é  entretecida  em  bases  de intercâmbio.      O  lavrador  retém  o  solo  e  os  elementos  da  natureza,  mas  se  aspira  a  alcançar  os prodígios da colheita deve plantar.      O  artista  possui  a  pedra  e  os  instrumentos  com  que  lhe  possa  alterar  a  estrutura, mas se quer a obra-prima há que burilá-la com atenção.      No  versículo  sétimo  do  capítulo  sete  dos  apontamentos  do  apóstolo  Mateus,  no Evangelho, diz-nos Jesus: “Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á”.      Em  linguagem  de  todos  os  tempos  isto  quer  dizer:  desejai  ardentemente  e  as oportunidades  aparecerão;  empenhai-vos  a  encontrar  o  objeto  de  vossos anseios  e tê-loeis  à  vista; todavia  é preciso  combater o  bom  combate,  trabalhar,  agir  e servir  para  que se vos descerrem os horizontes e as realizações que demandais.      Semelhantes princípios regem as leis da prece.      A  oração  ampara  sempre;  no  entanto  se  o  interessado  em  proteção  e  socorro  não lhe  prestigia  a  influência,  ajudando-lhe  a  ação,  a  benefício  dos  seus  próprios  efeitos,  de certo que não funciona.  

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Preleção da Semana – ESCOLHAS

  “Se  guardardes  os  meus  mandamentos,  permanecereis no  meu  amor…”  –  Jesus        (João,  15:10)

Quem  observa  o  mal  e  o  remédio  contra  o  mal,  nos  campos  de provação  do  mundo,  é,  naturalmente,  induzido  a  refletir  no  pensamento livre e nos recursos  neutros  que  nos  cercam. Vejamos   alguns  deles. Com  a  pedra  tanto  se  pode  ferir  ou  injuriar  quanto  edificar  ou  esculpir. A  criatura  é  livre  para  usar  o  fogo  de  maneiras  diversas,  como sejam:  extinguir  o  frio,  afastar  as  trevas,  preparar  o  próprio  alimento, condicionar  a matéria,  ou  destruir  através  do  incêndio. Da  morfina  que  se  extrai,  na  Terra,    o    alívio    do    enfermo,  retira-se igualmente  a  dose  de  veneno  sutil  que  dilapida  as  energias  orgânicas  de  quem  se compraz  no    abuso    do    entorpecente. Nas  mãos  do  homem  o  dinheiro  é  trabalho  ou  inércia  dourada,  educação  ou desequilíbrio,  beneficência  ou  sovinice,  bondade  ou  violência,  prosperidade  ou penúria. A  força  atômica  é  suscetível  de  garantir  o  brilho  do  conforto  e  da  indústria  tanto quanto  é  capaz  de  ser  manejada  por  morticínio  e  arrasamento. Assim  também  acontece  com  os  tesouros  do  tempo,  rigorosamente  iguais  para todas  as  criaturas,  segundo  o  critério  da  Eterna  Justiça.  A  hora  do  chefe  e  do subordinado,  do  homem  culto  e  do  homem  menos  culto,  da  pessoa transitoriamente  mais  favorecida  ou  menos  favorecida  de  recursos  materiais  é matematicamente  constituída  de  sessenta  minutos.  Somar  semelhante  valor  ao  bem ou  ao  mal,  melhorando  condições  ou  agravando  problemas  em  nossa  própria  vida, será  sempre  questão  de  atitude  pertinente  a  nós  mesmos. 88

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