Preleção da Semana 47 – Autoproteção

“Pois com o critério que julgardes sereis julgados;  e com a medida com que tiverdes medido vos medirão também”– JESUS. (Mateus, 7:2.)

A gentileza deve ser examinada, não apenas por chave de ajuste nas relações humanas, mas igualmente em sua função protetora para aqueles que a cultivam.
Não falamos aqui do sorriso de indiferença que paira, indefinido, na face, quando o sentimento está longe de colori-lo.
Reportamo-nos à compreensão e, conseqüentemente, à tolerância e ao respeito com que somos todos chamados à garantia da paz recíproca.
De quando em quando, destaquemos uma faixa de tempo para considerar quantas afeições e oportunidades preciosas temos perdido, unicamente por desatenção pequenina ou pela impaciência de um simples gesto.
Quantas horas gastas com arrependimentos tardios e quantas agressões vibratórias adquiridas à custa de nossas próprias observações, censuras, perguntas e respostas mal conduzidas!. . .
O que fizermos a outrem, fará outrem a nós e por nós.
Reflitamos nos temas da autoproteção.
A fim de nutrir-nos ou aquecer-nos, outros não se alimentam e nem se agasalham em nosso lugar e, por mais nos ame, não consegue alguém substituir-nos na medicação de que estejamos necessitados.
Nas questões da alma, igualmente, os reflexos da bondade e as respostas da simpatia hão de ser plantados por nós, se aspiramos à paz em nós.

 

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Preleção da Semana 46 – Caso grave

“… Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado para quem será?” – Jesus (Lucas 12:20)

Dentre os nossos companheiros de experiência humana, aquele:
que apenas enxerga as suas necessidades, sem consideração para com as necessidades de seus vizinhos;
que jamais se afastou da casa farta, nem mesmo por momentos, para levar um pão à choupana que a penúria vigia;
que nunca se lembrou de oferecer migalha dos recursos que lhe são próprios, nas obras da solidariedade;
que vê exclusivamente as exigências dos próprios filhos, laureando-os de abastança e carinho, sem tentar, nem mesmo ao de leve, minorar o suplício das crianças abandonadas;
que se iluminou com facho da ciência e se trancafiou em bibliotecas valiosas, sem estender a mais ligeira réstia de luz aos ignorantes;
que se enriqueceu de tributos afetivos no lar tranqüilo, sem acender, em tempo algum, o menor raio de esperança ou de alegria para a viuvez em desamparo;
que unicamente sabe desfrutar vantagens pessoais, sem alongar braço amigo na direção dos que anseiam por singela oportunidade das muitas oportunidades de elevação e progresso que lhe favorecem a vida;
que vai, existência fora, no carro da saúde física, cerrando os ouvidos para não escutar o choro e a súplica dos doentes que lhe rogam proteção e consolo;
é, de todos os irmãos prejudicados pelo egoísmo, um caso dos mais graves e dos que mais carecem de piedade, com direito a ser internado com urgência em nosso pronto-socorro da oração.

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