Preleção da Semana – ELOGIOS E CRÍTICAS

Toda  boa  dádiva  e  todo  dom  perfeito  é  lá  do  Alto,  descendo  do  Pai  das  luzes,  em quem  não  pode  existir  variação,  ou  sombra  de  mudança”.    (Tiago,    1:17)
Se  o  Sol  dependesse  da  aprovação  humana  para  alimentar  a  vida  que  se lhe  gravita  em  derredor,  certo  que,  desde  muito,  estaria  reduzido  a  montão  de cinzas. Se  a  Terra  sofresse  com  as  censuras  que  lhe  são  constantemente desfechadas  por  todos  aqueles  que  a  categorizam  por  vale  de  lágrimas,  já teria  descido  à  condição  de  um  cemitério      no     Espaço. Se  a  semente    rejeitasse  a  solidão  e  a  morte  a  que  se  vê  relegada  no  solo, a  fim  de  colaborar  no  sustento  do  mundo,  as  criaturas  estariam,  há  muito tempo,    sem    a    bênção    do    pão. *** A  se  a  fonte  recusasse  o  regime  de  mudança  incessante  e  permanente  em que  é chamada  a  servir,  a  vida  organizada  na  Terra  se  mostraria  confinada  a primitivismo  e  estagnação. *** Se  a  árvore  só  produzisse  sob  aplausos,  o  fruto  não  abençoaria  a  mesa  dos homens. *** Obreiros  da  Verdade  e  do  Bem,  reflitamos  nas  lições  simples  da  Natureza  e trabalhemos. Agradecei  o  louvor  que  vos  fortalece  para  o  desempenho  das  obrigações  naturais do  mundo  e  aproveitai  com resignação  a  advertência  que  a  crítica  vos  dê.  Entretanto, se  precisamos  de  elogio  para  trabalhar  e  se  a  admoestação  nos  paralisa  as  faculdades  de  servir,  estamos  ainda  longe  de  compreender  o  tesouro  das oportunidades  de  aprimoramento  e  elevação  que  nos  enriquece  os  caminhos,  de vez  que,  acima  de  tudo,  a  bênção  que  nos  reconforta,  a  luz  que  clareia  a  estrada, a  força  que  nos  sustenta  e  o  apoio  que  nos  escora  chegam  sempre  de  Mais  Alto e procedem, originaria e tão-somente, de Deus 79

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Preleção da Semana – OBSESSÕES

    “…e não nos deixei cair em tentação mas livra-nos do mal”  – Jesus (Mateus, 6:13).   
   Nem sempre conseguimos perceber.      Os processos obsessivos, vastas vezes, porém, principiam de bagatelas:      O olhar de desconfiança…      Um grito de cólera…      Uma frase pejorativa…      A ponta de sarcasmo…      O momento de irritação…      A tristeza sem motivo…      O instante de impaciência…      A indisposição descontrolada…      Estabelecida a ligação com as sombras por semelhantes tomadas de invigilância, eis que surgem as grandes brechas na organização da vida ou na moradia da alma:      A desarmonia em casa…       A discórdia no grupo da ação…      O fogo da crítica…      O veneno da queixa…      A doença imaginária…      A rede da intriga…      A treva do ressentimento…      A discussão infeliz…      O afastamento de companheiros…      A rixa sem propósito…      As obsessões que envolvem individualidades e equipes quase sempre partem de inconveniências pequeninas que devem ser evitadas, qual se procede com o minúsculo foco de infecção. Para isso, dispomos todos de recursos infalíveis, quais sejam:a dieta do silêncio, a vacina da tolerância, o detergente do trabalho e o anti-séptico da oração

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Preleção da Semana – OPOSIÇÕES

“Eu,  porém,  vos  digo:  amai  os  vossos  inimigos  e orai  pelos  que  vos  perseguem”. –  Jesus  (Mateus,  5:44)

Imperioso  modifiques  a  própria  conceituação,  em  torno  do  adversário,  a  fim  de que  se  te  apague  da  mente,  em  definitivo,  o  fogo  da  aversão. Isso  porque  o  suposto  ofensor  pode  ser  alguém: que  age  sob  a  compulsão  de  grave  processo  obsessivo; que  se  encontra  sob  o  guante  da  enfermidade  e,  por  isso,  inabilitado  a  comportarse  corretamente; que  experimenta  deploráveis  enganos  e se acomoda na  insensatez; que  não  pode  enxergar  a  vida  no  ângulo  em  que  a  observas.   E  que  nenhum  de  nós  encontre  motivos  para  lhe  reprovar  o  desajuste, porquanto  nós  todos  somos  ainda  suscetíveis  de  incorrer  em  falhas  lamentáveis, como  sejam: cair  sob  a  influência  perturbadora  de  criaturas  a  quem  dediquemos  afeições  sem  o necessário equilíbrio; iludir-nos  a  nosso  próprio  respeito  quando  não  pratiquemos  o  regime  salutar  da autocrítica; entrar  em  calamitoso  desequilíbrio  por  efeito  de  capricho  momentâneo; assumir  atitudes  menos  felizes,  por  deficiência  de  evolução,  à  frente  de companheiros  em  posições  mais  elevadas  que  a  nossa. Em  síntese,  para  sermos  desculpados  é  preciso  desculpar. Reflitamos  na  absoluta  impropriedade  de  qualquer  ressentimento  e  recordemos a  advertência  de  Jesus  quando  nos  recomendou  a  oração  pelos  que  nos  perseguem. O  Mestre,  na  essência,  não  nos  impelia  tão-só  a  beneficiar  os  que  nos  firam,  mas igualmente  a  proteger  a  sanidade  mental  do  grupo  em  que  fomos  chamados  a  atuar e  servir,  imunizando  os  companheiros,  relativamente  ao  contágio  da  mágoa,  e frustrando  a  epidemia  da  queixa,  sustentando  a  tranqüilidade  e  a  confiança  dos outros, tanto no amparo a eles quanto a nós. 77

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Preleção da Semana – NA ESCOLA DIÁRIA

“Portanto,  não  vos inquieteis  com  o  dia  de amanhã, pois  o amanhã  trará  os seus  cuidados…” — Jesus (Mateus, 6:34)
  A  paciência  em  si  não  se  resume  à  placidez  externa  que  estampa  serenidade  na  face  e conserva o pensamento atormentado e convulso. Indubitavelmente,  semelhante  esforço  da  criatura,  na  superfície  das  manifestações  que lhe  dizem  respeito,  é  o  primeiro  degrau  da  paciência  e  deve  ser  louvado  pelo  bem  que espalha. Paciência  real,  entretanto,  não  é  feita  de  emoções  negativas  dificilmente  refreadas  no peito  e  suscetíveis  de  explosão.  Tolerância  autêntica  descende  da  compreensão  e  todos possuímos,  no  íntimo,  todo  um  arsenal  de  raciocínios  lógicos,  a  fim  de  garanti-la  por cidadela da paz na vida interior. Em  qualquer  dificuldade  com  que  sejamos  defrontados  não  auferiremos  efetivamente qualquer lucro nos impacientarmos, conturbando ou destruindo a própria resistência. Muito  aluno  digno  perde  a  prova  em  que  se  acha  incurso  o  ensino  não  pela  feição  do problema proposto, e sim pela própria excitabilidade na hora justa da promoção. Recordemos que a vida é sempre uma grande escola. Cada  criatura  estagia  no  aprendizado  de  que  necessita  e  cada  aprendizado  é  clima  de trabalho com oportunidade de melhoria. Desespero é desgaste. Irritação é prejuízo antes do ajuste. Reflete  nisso  e,  à  frente  de  quaisquer  empeços,  acalma-te  para  pensar  e  pensa  o bastante a fim de que possas acertar com a vida e servir para o bem.

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Preleção da Semana – QUESTÕES DO COTIDIANO

“… E não  nos  deixeis cair  em  tentação, mas  livrai-nos  do  mal…”   – Jesus. (Mateus, 6:13).  
   Se  fomos  injustamente  desconsiderados  por  alguém  não  será  mais  razoável  deixar esse  alguém  com  a  revisão  do  gesto  irrefletido,  ao  invés  de  formularmos  exigências  nas quais viremos, talvez, unicamente a perder a própria tranqüilidade?      Se  fomos  ofendidos  por  que  não  nos  colocarmos,  por  suposição,  no  lugar  daquele que  nos  fere,  a  fim  de  enumerar as  nossas  vantagens  e  observar,  com silencioso  respeito, os prejuízos que lhe dilapidam a existência?      Se  incompreendidos  não  será  mais  aconselhável  empregar  o  tempo  trabalhado  na execução  dos  deveres  que  esposamos,  ao  invés  de  fazer  barulho  para  descerrar prematuramente a visão dos outros, às vezes com agravo de nossos problemas?      Se  criticados,  em  razão  de  erros  nos  quais  tenhamos  incorrido,  por  que  não  nos resignarmos  às  próprias  deficiências  retomando  o  caminho  reto,  sem  reações  e provocações que somente dificultariam a nossa caminhada para a frente?      Se abatidos  na  provação  ou  na  enfermidade  por  que  insurgir-nos  contra  as circunstâncias  temporariamente  menos  felizes  a  que  nos  encadeamos,  desprezando  as oportunidades de elevação em nosso próprio favor.      Em  quaisquer  lances  difíceis  do  cotidiano  adotemos  serenidade  e  tolerância,  as duas  forças  básicas  da  paciência,  porquanto  se  não  prescindimos  da  fé  raciocinada  para não  cairmos  na  cegueira  do  fanatismo,  precisamos  da  paciência,  meditação  e  autoanálise a fim de que não venhamos a tombar nos desvarios da inquietação. 

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Preleção da semana – NA SEARA MEDIÚNICA

“Vós  sois  o  sal  da  Terra;  ora,  se  o  sal  vier  a  ser  insípido,  como  lhe  restaurar  o  sabor?” –  Jesus  –  (Mateus,  5:13)
Todo  médium  trazido  à  seara  espírita  cristã,  para  fins  determinados,  está obedecendo,  de  maneira  indireta,  aos  desígnios  dos  Mensageiros  de  Jesus, que  conferem  recursos  e  oportunidades  de  trabalho  a  cada  um  conforme  as suas  aptidões  e  necessidades. Situado  entre  os  irmãos  encarnados  que  lhe  pedem  amparo  e  os  benfeitores desencarnados  que  lhe  esperam  a  colaboração,  é  razoável  pergunte  cada  medianeiro  a  si  próprio  na  esfera  dos  serviços  consagrados  ao  bem: Um  operário  fiel  ao  dever  ou    um  amigo    desprevenido    de responsabilidade  que  aparece  na  oficina  apenas  de  quando  em  quando  com evidente  menosprezo    dos    compromissos    assumidos? Uma  fonte  de  paciência  ou  um  espinheiro  de  irritação? Um  engenho  pronto  para  entrar  em  atividade  ou  um  aparelho  destrambelhado, habitualmente  reclamando  conserto? Um  colaborador  das  boas  obras  ou  um  agente  de  pessimismo,  congelando  as energias  do  grupo? Um  instrumento  do  bem  ou  um  canal  para  as  influências  menos  felizes? Um  companheiro  no  auxílio  aos  outros  ou  um  tarefeiro  que  somente  busca  as próprias  obrigações  quando  a  enfermidade  ou  a  provação  lhe  batem  à  porta? Um  tronco  para  esteio  firme  dos  irmãos  que  passam,  cansados  e  sofredores, nos  caminhos  da  vida  ou  uma  sensitiva  que  se  fecha  em  melindres  ao  toque  da primeira  contrariedade? Uma  alavanca  de  apoio  ou  uma  escora  sem  qualquer  resistência? Pergunte  o  médium  a  si  mesmo  o  que  representa  ele  na  equipe  de  ação,  que  foi chamado  a  integrar,  e  reconhecerá  facilmente  o  que  tem  sido  e  o  que  pode  ser,  à frente  do  próximo,  a  fim  de  que  os  talentos  mediúnicos,  por  empréstimos  do Senhor,  não  lhe  brilhem  na  vida  em  vão.

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Preleção da Semana – NOS CAMINHOS DA FÉ

“Portanto, todo  aquele  que  me  confessar diante  dos  homens,   também  eu  o confessarei  diante  de meu  Pai  que  está nos  Céus”.   – Jesus (Mateus, 10:32)

No  mundo,  de  modo  geral,  habituamo-nos  a  julgar  que  os  testemunhos  de  fé  prevalecem tão-só  nos  momentos  de  angústia  superlativa,  quando  o  sofrimento  nos  transforma  em alvo de atenções públicas. Evidentemente,  na  Terra,  as  crises  de  aflição  alcançam  a  todos,  cada  qual  no  tempo devido,  segundo  as  lutas  regeneradoras  que  se  nos  façam  necessárias,  no  curso  das quais  estamos  impelidos  a  entregar  todas  as  energias  de  nosso  espírito  nos  atos  de  fé. Entretanto,  é  preciso  ponderar  que  somos  incessantemente  chamados  a  prestar  o depoimento  de  confiança  em  Jesus,  através  de  reduzidas  parcelas  de  bondade  e tolerância,  compreensão  e  paciência  diante  das  ocorrências  desagradáveis  do  cotidiano, tais quais sejam: a referência desprimorosa; o olhar de suspeição; o pedido justo recusado; o beliscão da crítica; a desatenção e o desrespeito; o desajuste orgânico; o prejuízo inesperado; a transação infeliz; o desafio da discórdia. Impõe-se-nos  a  obrigação  de  confessar-nos  seguidores  de  Cristo,  por  intermédio  de definições  verbais  claras  e  sinceras,  mas  somos  igualmente  convidados  a  fazê-lo,  na superação  dos  aborrecimentos  comuns,  porquanto  só  atravessando  as  diminutas contrariedades  do  dia-a-dia,  como  grandes  ocasiões  de  revelar  confiança  em  Jesus,  é que aprenderemos a suportar as grandes provações como se fossem pequenas. 72

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