Preleção da Semana – ​VONTADE E RENOVAÇÃO

 “Não  vos  escrevi  porque  não  sabeis  a  verdade,  mas porque  a  sabeis…”  –  (I  João,  2:21) 

Evidentemente  o  espírito  encarnado  surpreende  na  vida  física  muitas dificuldades  que  não  consegue  evitar,  sejam  as  que  se  originam  dos constrangimentos  educativos  da  evolução,  sejam  aquelas  outras  que  se  lhe vinculam  à  liquidação  dos  desajustes  por  ele  próprio  perpetrados  em existências  anteriores. Ponderemos,  no  entanto,  que  muito  mais  numerosas  são  as  dificuldades outras  que  ele  mesmo  cria,  no  trato  da  experiência  comum,  agravando  o  acervo dos  compromissos  menos  felizes  que  carreia  para  a  frente  na  jornada  espiritual. Esse,  em  consequência  de  deslizes  no  pretérito,  traz  determinadas  peças orgânicas  em  condições  delicadas;  entretanto  se  persiste  abusando  das  próprias forças,  de  que  forma  se  lhe  socorrer  a  saúde?  Outro  se  revela,  no  dia-a-dia,  por exagerada  agressividade,  e,  por  isso  mesmo,  como  subtraí-lo  ao  perigo  se  acalenta declarada  inclinação  ao  desastre?  Muitos  anseiam  por  ternura  e  calor  humano, transformando-se  em  azedume  e  incompreensão  para  os  melhores  amigos… Queremos  todos  a  felicidade  e  a  paz;  todavia  é  preciso  reconhecer  que  a  paz  e  a felicidade  se  nos  levantam  do  íntimo. Eis  porque  as  lições  do  Evangelho  –  desde  que  aceitemos  Jesus  por  Mestre  –  nos percutem  a  inteligência,  a  todos  os  instantes  da  vida,  não  porque  desconheçamos a  verdade,  mas  justamente  porque  não  a  ignoramos,  já  que  nos  achamos informados  de  que,  para  sanar  débitos  e  desacertos,  é  forçoso  que  a  nossa vontade  funcione,  sem  o  que  será  sempre  impossível  qualquer  ação  em  nós mesmos  no  sentido  de  corrigir  ou  de  resgatar. 

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Preleção da Semana – Ação e Prece 

​Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á. – Jesus. (Mateus, 7:7).    

 Prece é luz.      Serviço é merecimento.      Prece é luz.      Serviço é bênção.      Muitos  irmãos  rogam  o  auxílio  do  Céu  trancando,  porém,  o  coração  ao  auxílio  em favor dos companheiros que lhes solicitam apoio e cooperação na Terra.      A  evolução,  no  entanto,  em  qualquer  território  da  vida,  é  entretecida  em  bases  de intercâmbio.      O  lavrador  retém  o  solo  e  os  elementos  da  natureza,  mas  se  aspira  a  alcançar  os prodígios da colheita deve plantar.      O  artista  possui  a  pedra  e  os  instrumentos  com  que  lhe  possa  alterar  a  estrutura, mas se quer a obra-prima há que burilá-la com atenção.      No  versículo  sétimo  do  capítulo  sete  dos  apontamentos  do  apóstolo  Mateus,  no Evangelho, diz-nos Jesus: “Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á”.      Em  linguagem  de  todos  os  tempos  isto  quer  dizer:  desejai  ardentemente  e  as oportunidades  aparecerão;  empenhai-vos  a  encontrar  o  objeto  de  vossos anseios  e tê-loeis  à  vista; todavia  é preciso  combater o  bom  combate,  trabalhar,  agir  e servir  para  que se vos descerrem os horizontes e as realizações que demandais.      Semelhantes princípios regem as leis da prece.      A  oração  ampara  sempre;  no  entanto  se  o  interessado  em  proteção  e  socorro  não lhe  prestigia  a  influência,  ajudando-lhe  a  ação,  a  benefício  dos  seus  próprios  efeitos,  de certo que não funciona.  

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Preleção da Semana – ESCOLHAS

  “Se  guardardes  os  meus  mandamentos,  permanecereis no  meu  amor…”  –  Jesus        (João,  15:10)

Quem  observa  o  mal  e  o  remédio  contra  o  mal,  nos  campos  de provação  do  mundo,  é,  naturalmente,  induzido  a  refletir  no  pensamento livre e nos recursos  neutros  que  nos  cercam. Vejamos   alguns  deles. Com  a  pedra  tanto  se  pode  ferir  ou  injuriar  quanto  edificar  ou  esculpir. A  criatura  é  livre  para  usar  o  fogo  de  maneiras  diversas,  como sejam:  extinguir  o  frio,  afastar  as  trevas,  preparar  o  próprio  alimento, condicionar  a matéria,  ou  destruir  através  do  incêndio. Da  morfina  que  se  extrai,  na  Terra,    o    alívio    do    enfermo,  retira-se igualmente  a  dose  de  veneno  sutil  que  dilapida  as  energias  orgânicas  de  quem  se compraz  no    abuso    do    entorpecente. Nas  mãos  do  homem  o  dinheiro  é  trabalho  ou  inércia  dourada,  educação  ou desequilíbrio,  beneficência  ou  sovinice,  bondade  ou  violência,  prosperidade  ou penúria. A  força  atômica  é  suscetível  de  garantir  o  brilho  do  conforto  e  da  indústria  tanto quanto  é  capaz  de  ser  manejada  por  morticínio  e  arrasamento. Assim  também  acontece  com  os  tesouros  do  tempo,  rigorosamente  iguais  para todas  as  criaturas,  segundo  o  critério  da  Eterna  Justiça.  A  hora  do  chefe  e  do subordinado,  do  homem  culto  e  do  homem  menos  culto,  da  pessoa transitoriamente  mais  favorecida  ou  menos  favorecida  de  recursos  materiais  é matematicamente  constituída  de  sessenta  minutos.  Somar  semelhante  valor  ao  bem ou  ao  mal,  melhorando  condições  ou  agravando  problemas  em  nossa  própria  vida, será  sempre  questão  de  atitude  pertinente  a  nós  mesmos. 88

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Preleção da Semana – DO LADO DE DEUS

“Porque Deus  amou o  mundo  de  tal  maneira  que deu o  seu  Filho unigênito,   para que  todo  aquele  que nele  crê não pereça,  mas  tenha  a vida  eterna.” Jesus. (João, 3:16.)
Ainda  que  muita  gente  haja  adicionado  parcelas  do  mal,  na  definição  desse  ou  daquele acontecimento  menos  feliz,  não  sigas  a  corrente  condenatória  e  fase  por  tua  conta  o lançamento do bem.  Por muito se atribua à Divina  Providência  juízos  fulminativos,  ante  os  erros  dos  homens,  e embora  nos  reconheçamos  retificados  em  nossos  desvios  pela  Justiça  Perfeita,  Deus  é o Perfeito Amor, garantindo-nos segurança e equilíbrio.  Basta ligeiro olhar no campo humano para certificar-nos quanto a isso.  Escolas dissipam as trevas da ignorância.  Trabalho suprime tédio e insipiência.  Máquinas diminuem esforço.  Veículos eliminam distâncias.  A Ciência, a  cada dia  novo, reduz  cada vez  mais  o poder  da enfermidade, neutralizando o sofrimento. E,  tanto  quanto  possível, conforme  os  desígnios  da  lei  das  reparações  necessárias, essa mesma  Ciência,  mobilizando  recursos  diversos,  afasta  a  cegueira  e  a  surdez,  extingue inibições,  oferece  agentes  mecânicos  aos  mutilados  e  corrige,  pela  plástica  cirúrgica, certos  tipos  de  expiação,  quando  os  interessados  já  fazem  por  merecer  a  cessação  da prova que os aflige.  Assim  como  vemos  o  Sol  atuando  continuamente  na  massa  planetária,  tudo reconstituindo  em  louvor  da  harmonia  e  da  evolução,  igualmente  encontramos  o  Amor Onipresente  que  dirige  o  Universo,  tudo  refazendo  a  benefício  do  burilamento  e  da felicidade de todas as criaturas.  Em qualquer  circunstância, aparentemente desfavorável, não  te fixes  no  mal,  seja  ele  qual for.  Reconhecendo  que  Deus  está  ao  lado  de  todos,  procura  o  bem,  faze  o  bem,  salienta o  bem  e  segue  o  bem,  porquanto  somente  assim  estaremos  nós  realmente  do  lado  de Deus. 

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Preleção da Semana – TEU CONCURSO

“Como livres  e  não tendo  a liberdade  por  cobertura  de  malícia,   mas como servos de Deus”.  Pedro (I PEDRO, 2:16.) 

Observa  o  amparo  de  Deus,  constantemente  ao  redor  de  teus  passos,  mas,  muito especialmente, quando inibição ou esgotamento te espreitam.  Supunhas-te  incapaz  de  suportar,  valorosamente,  determinada  mudança  na  própria  vida; entretanto,  acolheste  com  paciência  o  impositivo  da  transformação  necessária  e  uma força  imponderável  te  restituiu  a  paz  com  o  desejo  de  tarefas  mais  amplas  na  edificação da própria felicidade.  Julgavas-te  sem  recursos  para  resolver  certo  problema;  no  entanto,  permaneceste  firme no  exato  desempenho  dos  compromissos  que  o  mundo  te  deu  e,  sem  que  percebesses, agentes  invisíveis  te  apagaram  as  preocupações,  afastando  a  questão  que  te apoquentava.  Temias  a  impossibilidade  de  atender  a  obrigações  que  inesperados  acontecimentos  te impuseram  e  que  se  te  figuraram  sumamente  difíceis;  todavia,  foste  fiel  ao  trabalho  que a existência  te  confiou  e  escoras  intangíveis  te  sustentaram  para  desempenhá-las, investindo-te na alegria da consciência que preside as vitórias do coração.  Receavas  versar  esse  ou  aquele  tema  edificante  em  público,  acreditando-te  sem possibilidades  para  tanto;  contudo,  aceitaste  o dever de  falar por amor aos  companheiros da  Humanidade  e o  auxilio espiritual  te brilhou no  pensamento e no  verbo, facultando-te o conforto de transmitir esperança e paz, a benefício do próximo, pelos fios da inspiração.  Certifica-te,  desse  modo, quão  importante  se  faz  a tua parte  nessa  ou  naquela  realização, perante a vida.  A  Providência  Divina  te  concede  meios,  acima  de  tuas  forças,  a  fim  de  que  colabores  na construção  do  bem  de  todos,  por  livre  vontade  e  não  de  espírito  escravizado  ao  jugo  das circunstâncias.  Em síntese,  Deus  te  ajuda  para  que te ajudes, e  dar-te-á  sempre  o auxilio  máximo,  desde que  não  faltes  com  o  teu  concurso no desenvolvimento e no  aperfeiçoamento da Obra  da Criação, pelo menos com o mínimo do que sabes, podes e deves fazer.

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Preleção da Semana – FORÇA

“O  meu  mandamento é  este: que  vos  amei uns aos  outros, assim  como  eu vos  amei”.   – Jesus. (João, 15:12).  

   Existem na vida força e força.      A  força  da  gravitação  se  exerce  entre  todas  as  partículas  do  Universo  e  conquanto equilibre  os  mundos  na  Imensidade  Cósmica  não  cria  o  menor  vínculo  de  compreensão fraternal na intimidade do ser.      A  força  elétrica  move  guindastes  de  grande  porte,  mas,  embora  sustente  máquinas de  assombroso  poder,  transportando  toneladas,  não  diminui,  nem  mesmo de  leve, o  peso da angústia no coração.      A  força  executiva  determina  obediência  aos  textos  legais,  e  se  logra,  muitas  vezes, influenciar  milhares  de  destinos,  nem  sempre  consegue  modificar  no  espírito  essa  ou aquela íntima decisão.      A  força  física  preside  campeonatos  de  habilidade  e  robustez  conseguindo  subjugar adversários  até  mesmo  no  terreno  da  agressão  e  da  violência,  mas  não  clareia  o  menor dos distritos no campo do sentimento.      A  força  das  forças,  porém,  aquela  que  sublima  os  astros  e  alimenta  motores  para  o bem,  que  encaminha  a  autoridade  para  a  misericórdia  e  aciona  os  braços  no  serviço  aos semelhantes  –  a  única  que  penetra  a  alma  e  lhe  orienta  os  impulsos  na  direção  da felicidade e da paz, da elevação e do entendimento – é a força do amor. 

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Preleção da Semana – DIREITO

“E  qualquer  que  tiver  dado  só  que seja  um copo dágua fria  a  um destes  pequenos,  como  meu  discípulo,  em  verdade  vos  digo  que  de modo algum perderá  o  seu  galardão”.  –  Jesus (Mateus,     10:42)

Dever  cumprido  é  raiz  do  direito  conquistado:  entretanto  em  todas  as circunstâncias  da vida  identificamos  os mais diferentes direitos. Tens  o  direito  de  pedir  onde  emprestas  generosidade  e  colaboração,  mas desconheces  até  que  ponto  as  tuas  solicitações  são  capazes  de  tisnar  as  fontes da  espontaneidade  ou  podar  os  interesses   alheios. Usufruis  o  direito  de  advertir  nos  setores  em  que  trazes  o  encargo        de ensinar;  contudo  é  preciso  hajas  adquirido  imenso  patrimônio  de  amor  para  que  a tua  correção  não  se  transforme  em    ofensa    ou    desencorajamento    nos    outros. Guardas  o  direito  de  analisar;  todavia  se  ainda  não  entesouraste  bastante experiência  para  compreender é possível que  a  observação  exagerada  te  leve  à  secura. Deténs  o  direito  de  corrigir  construtivamente  na  esfera  das  responsabilidades pessoais  que  te  honorificam  a  vida;  no  entanto,  por  mais  que  a  verdade  te  brilhe  no verbo,  se  te  falta  bondade  para  acalentar  a  esperança  a  tua  palavra  se  erguerá  por martelo  endereçado  à  destruição. Dispões  do  direito  de  reclamar  onde  empregas  a  tua  parcela  de  esforço  no  levantamento do  bem  de  todos,  mas  ignoras  o  limite  depois  do  qual  as  tuas  reivindicações  são suscetíveis  de  ferir  esse  ou  aquele  companheiro em  posição  mais  desvantajosa que a  tua. Em  todo  tempo  e  em  qualquer  parte,  porém,  desfrutamos  o  direito  maior  de  todos, aquele  que  nunca  nos  frustra  as  possibilidades  de  melhoria  e  que  sempre  nos  abre  as portas  da  felicidade  na  convivência,  uns  com  os  outros, aqueles  em  cujo exercício jamais lesaremos  a quem quer que  seja: o  direito  que  nomearemos  como  sendo  para  todos  nós, os  filhos  de  Deus,  o  privilégio  de  servir.

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