Preleção da Semana – 156 – SEGUNDO AGIMOS

“Mas deliberei isto consigo mesmo: não ir mais ter convosco em tristeza”.-Paulo. (II Coríntios, 2:1.).

Cautela com a tristeza, capaz de converter-se em lama de fel ou em labareda de angústia no coração.
Sentimento, idéias, palavras e atitudes são agentes magnéticos de indução para o melhor ou o pior, conforme o rumo que se lhes traça.
Queixa inútil enfraquece o otimismo, gerando desconfiança e perturbação.
Azedume corta o impulso de generosidade, aniquilando boas obras no nascedouro.
Irritação abate as forças da alma, trazendo a exaustão prematura.
Mágoa anula a esperança, arrasando possibilidades de trabalho.
Desespero queima o solo do ideal, exterminando a sementeira do bem.
Se aspiras a construir, planta benevolência e serenidade, entendimento e abnegação na gleba da própria alma.
Todos dependemos uns dos outros, na desincumbência dos compromissos que nos competem. A vida, porém, através de todos aqueles que nos partilham a marcha, reage sobre nós, segundo agimos; em vista disso, para a execução da tarefa que nos cabe, quantos caminham ao nosso lado apenas colaboram conosco, na pauta de nosso auxílio, dando-nos isso ou aquilo, no tanto e na espécie daquilo ou disso que venham a receber.

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Preleção da Semana – 155 – Paz em Nós

155 – PAZ EM NÓS

“Porque a nossa glória é esta: o testamento da nossa consciência…” -Paulo. (II Coríntios, 1:12.).

Abraçando a renovação espiritual para a conquista da luz, quase sempre somos contraditados pelas forças da sombra, qual se tivéssemos o coração exposto a todas as críticas destrutivas.
Cultivas bondade e afirmam-te idiota.
Mostras paciência e imaginam-te poltrão. Esqueces golpes sofridos e chamam-te covarde. Praticas a humildade e apontam-te por tolo. Falas a verdade e supõem-te obsesso.
Exerces brandura e julgam-te preguiçoso. Auxilias fraternalmente e envenenam-te o gesto. Confias e dizem-te fanático.
Cumpres obrigações e há quem zombe de ti.
Entretanto, a despeito de todas as dúvidas e impugnações que te cerquem os passos, segue para diante, atendendo aos deveres que a vida te preceitua, conforme o testemunho da consciência, na convicção de que felicidade verdadeira significa, em tudo, paz em nós.

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Preleção da Semana – 154 – Nas trilhas da fé

“Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco obtiveram fé igualmente preciosa…” – Pedro. (II Pedro, 1:1)

Em muitas ocasiões, admitimos erroneamente que os grandes vultos do Cristianismo terão obtido privilégios nas Leis Divinas; entretanto, basta a reflexão nas realidades do Evangelho, para que nos capacitemos da sem-razão de semelhante conceito.
Simão Pedro nos fala da fé “igualmente preciosa” e raros vultos da história do Cristo poderão competir com ele em matéria de renovação pessoal.
Era ele pescador de vida humilde, homem quase iletrado, comprometido em obrigações de família, habitante de aldeola paupérrima, seguidos do Evangelho submetido a tentações e vacilações que, por algumas vezes, o fizeram cair; entretanto, guindou-se à posição de apóstolo da causa mais alta da Humanidade, ampliou seus conhecimentos, adquiriu importância fazendo-se condutor e irmão da comunidade, liderou a idéia cristã, nas metrópoles do teu tempo e, de cada vez que se viu incurso em erro, procurou corrigir-se e seguir adiante, no desempenho das obrigações que lhe eram atribuídas.
Realmente, não possuímos qualquer justificativa para isentar-nos do serviço de auto-educação, à frente do Cristo, sob a alegação de que não recolhemos recursos imprescindíveis à solução dos problemas do próprio burilamento para a vitória espiritual.
Pedro, com a autoridade do exemplo, afirma-nos que, diante da providência Divina, todos nós obtivemos valores iguais para as realizações da me

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Preleção da Semana – 153 – Conceito de Salvação

“… Eis agora o tempo sobremodo oportuno, eis agora o dia da salvação.” – Paulo. (II Coríntios, 6:2).

Salvar, em sinonímia correta, não é divinizar, projetar ao céu, conferir santidade a alguém através de magia sublimatória ou fornecer passaporte para a intimidade com Deus.
Salvar, em legítima significação, é “livrar de ruína ou perigo”, “conservar”, “defender”, “abrigar” e nenhum desses termos exime a pessoa da responsabilidade de se conduzir e melhorar-se.
Navio salvo de risco iminente não está exonerado da viagem, na qual enfrentará naturalmente perigos novos, e doente salvo da morte não se forra ao imperativo de continuar nas tarefas da existência, sobrepujando percalços e tentações.
O Evangelho não deixa dúvidas quanto a isso. Pedro, salvo da indecisão, é impelido a sustentar-se em trabalho até a senectude das forças físicas. Paulo, salvo da crueldade, é constrangido a esforço máximo, na própria renovação, até o último sacrifício
Se experimentas o coração chamado à verdade pela Doutrina Espírita, compreendamos que a salvação terá efetivamente chegado até nós. Não aquela que pretende investir-nos, ingenuamente, na posse de títulos angélicos, quando somos criaturas humanas, com necessidade de aprender, evoluir, acertar e retificar-nos, mas sim a salvação no verdadeiro sentido, isto é, como auxílio do Alto para que estejamos no conhecimento de nossas obrigações, diante da Lei, dispostos a esposá-las e a cumpri-las.
Sobretudo, não nos detenhamos em frases choramingueiras, perdendo mais tempo sobre o tempo perdido. Reconheçamos com o apóstolo eu “o tempo sobremodo oportuno” para a salvação ou, melhor, para a corrigenda de nossos Eros e aproveitamento da nossa vida, chama-se agora.

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Preleção da Semana – 152 – Descansar

“E ele disse-lhes: vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco; porque havia muitos que iam e vinham e não tinham tempo para comer.” ( Marcos, 6:31 )
Pressa e agitação caracterizam o ambiente das criaturas menos avisadas em todos os tempos.
Na época de Jesus, muita gente já ia e vinha aqui e acolá, sofrendo a pressão de exigências da ida material, acreditando não dispor de tempo para pensar.
Isso fez que o Mestre se dirigisse à multidão, exortando: “vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco”.
Entretanto, assim como aparecem os que exageram as próprias necessidades, caindo em precipitação, temos os companheiros que se excedem no descanso, encontrando, a cada passo, motivos para a fuga do dever a cumprir. À vista de embaraços mínimos, declaram-se fatigados, desiludidos, deprimidos ou enfermos, e param a máquina do serviço que lhes compete, recolhendo-se à inércia, com o pretexto de meditação, refazimento, virtude ou prece. Para isso, muitos dizem que o próprio Jesus aconselhou o repouso e a oração, esquecendo-se de que o Senhor reconstituía as forças no retiro, a fim de tornar ao serviço e prosseguir trabalhando…
Nesse sentido, convém recordar as palavras textuais do Evangelho. Jesus não afirmou: repousai quanto quiserdes, mas sim, repousai em pouco.

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Preleção da Semana – 151 – Rogar

“ …Não se faça a minha vontade, mas a tua.” – Jesus. (Lucas, 22:42).

É comum a alteração de votos que formulamos, de planos que fazemos.
Vários propósitos que se nos erigiam na alma, por anseios aflitivos do sentimento, caem, após realizados, nos domínios do trivial, dando lugar a novos anseios.
Petições que endereçamos à Vida Maior, em muitas ocasiões, quando atendidas, já nos encontram modificados por súplicas diferentes. O que ontem era importante para nós costuma descer para linhas da vulgaridade e o que desprezávamos antigamente, não poucas vezes passa à condição de essencial.
Forçoso, desse modo, rogar com prudência as concessões da vida.
Poderes superiores velam por nossas necessidades, facultando-nos aquilo que nos é efetivamente proveitoso.
Em circunstâncias diversas, acontecimentos que nos parecem males são bens que não chegamos a entender, de pronto, e basta analisar as ocorrências da vida para percebermos que muitas daquelas que se nos afiguram bens resultam em males que nos dilapidam a consciência e golpeiam o coração.
Todos possuímos amigos admiráveis que se comovem à frente de nossas rogativas, empenhando influência e recurso por satisfazer-nos, prejudicando-se, freqüentemente, em nome do amor, por nossa causa, de vez que nem sempre estamos habilitados a receber o que desejamos, no que se refere a conforto e vantagem.
Aprendamos, assim, a trabalhar, esperado pelos desígnios da Justiça Divina sobre os nossos impulsos.
Importante lembrar que o próprio Cristo, na fidelidade a Deus, foi constrangido também a dizer: “Pai, não se faça a minha vontade, mas a tua”.

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Preleção da Semana – 150 – Sempre Agora

“… eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação.”-Paulo. (II Coríntios, 6:2 ).

Há também uma sinonímia para as estâncias da vida e oportunidades da alma.
Todas as circunstâncias significam ocasiões para o cultivo de valores do espírito, como
sejam :
saúde – edificação;
moléstia – aprimoramento;
juventude- preparo;
madureza – juízo;
prosperidade – construção;
penúria – diligência;
êxito – serviço;
fracasso – experiência;
direção – exemplo;
subalternidade – cooperação;
regozijo – prudência;
tristeza – coragem;
liberdade – disciplina;
compromisso – fidelidade;
casamento – aprendizado;
celibato – abnegação;
trabalho – dever;
repouso – proveito.
As mais diversas situações do cotidiano expressam a vinda de momento adequado para que venhamos a realizar o melhor.
Não te ponhas, assim, a aguardar o futuro para atender à procura da verdade e à lavoura do bem.
O apóstolo Paulo, profundo conhecedor das necessidades humanas, indica acertadamente o tempo da elevação espiritual como sendo sempre agora

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