Preleção da Semana – 163 – No Plano do Bem

“…Trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom,  para que tenha que repartir com o que tiver necessidade”.  – Paulo (EFÉSIOS, 4:28)

Acreditas na fraternidade e esperas que ela reine sobre as criaturas sem a imposição de conflitos quaisquer. Aspiras, como é natural, a viver num mundo sem rixa de classes. Almejas a luz da nova era em que o homem seja espontaneamente o irmão do homem, liquidando, sem exigência, as dificuldades um do outro. Dói-te ao coração ver o supérfluo e a penúria, lado a lado, estimulando a loucura do excesso e o martírio da fome. Queres que a abastança suprima a carência. Reclamas a melhoria do nível de vida, principalmente para os que choram em privação. Para que o bem apareça, contudo, não aguardemos que semelhantes luzes venham inicialmente dos outros.  Comecemos de nós, sem demandar com alguém ou contra alguém. O apóstolo Paulo, nesse sentido, nos ofereceu, há quase dois milênios, indicação das mais valiosas. Cada um, diz ele, “trabalhe, fazendo  com as mãos o que seja bom, para que tenha que repartir com o que tiver necessidade”. Sejamos honestos e reconheçamos com a verdade que se nos consagrarmos ao serviço, produzindo, de nós mesmos, o que seja proveitoso para o bem geral, cada um de nós terá o que dividir a benefício dos outros, sem a mínima idéia de queixa e sem qualquer motivo à rebelião.

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Preleção da Semana – 162 – Tende Fé em Deus

“E Jesus, respondendo, disse-lhes: tende fé em Deus.”  – (Marcos, 11:12.)

Bastas vezes, as dificuldades na concretização de um projeto elevado se nos afiguram inamovíveis.  Começamos por reconhecer-lhes o peso inquietante e estimáveis companheiros acabam por destacar-nos a importância delas, como a dizer-nos que é preciso renunciar ao bem que pretendemos fazer.  Tudo, aparentemente, é obstáculo intransponível…  Mas Deus intervém e uma porta aparece.  Há circunstâncias, nas quais o problema com que somos defrontados, numa questão construtiva,  é julgado insolúvel.  Passamos a inquietar-nos e, não raro, especialistas no assunto comparecem junto de nós, apontando-nos a impraticabilidade da solução.  As obscuridades crescem por sombras indevassáveis…  Mas Deus interfere e desponta uma luz.  Em certas ocasiões, uma pessoa querida, ao perturbar-se de chofre, fornece a impressão de doente irrecuperável.  Afligimo-nos ao vê-la assim em desequilíbrio e, quase sempre, observadores amigos comentam a inexequibilidade de qualquer melhoria, induzindo-nos a largá-la ao próprio infortúnio.  Avoluma-se a prova que lembra angústia inarredável…  Mas Deus determina e surge um remédio.  Ocorrem-te no mundo as mesmas perplexidades, em matéria de saúde, família,  realizações.  Salientam-se fases de trabalho em que a luta é suposta invencível, com absoluto desânimo daqueles que te rodeiam, mas Deus providencia e segues, tranqüilo, à frente.  Por mais áspera a crise, por maior a consternação, não percas o otimismo e trabalha, confiante.  Ouçamos, nós todos, a indicação de Jesus:  – “Tende fé em Deus”.

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Preleção da Semana – 161 – NOS PADRÕES DE JESUS “

E renovai-vos pelo espírito do vosso sentir.”  – Paulo. (EFÉSIOS, 4:23)

Transformações ocorrem muitas. Temos aquelas, devidas às usanças do tempo, em que somos convidados a seguir conforme as prescrições da moda… Entramos, habitualmente, em algumas, capazes de aprovisionar-nos com facilidades de ordem humana, através de corporações que nos valorizem os interesses… Conhecemos outras que nos atingem os costumes, por imposição da família terrestre, para que se não percam determinadas conveniências… Experimentamos várias outras ainda, em que o recurso a certas legendas exteriores nos faculta o apoio de autoridades transitórias do mundo… Todas essas mudanças são suscetíveis de enriquecer-nos com abençoadas ocasiões de melhorar e reconstruir os valores que nos cercam, com vista ao cultivo do bem e à vitória do bem. Metamorfose essencial, entretanto, para nós será sempre aquela que nos alcance o imo da alma. O apóstolo Paulo impele-nos à renovação pelo sentimento, à luz do Evangelho. Isso equivale a dizer que, para renovar-nos, em verdade, no modelo do Cristo, é necessário, acima de tudo, sentir nos padrões do Cristo, para pensar, observar, ouvir, ver e agir com acerto, na realização da tarefa que o Cristo nos reservou.

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Preleção da Semama – 160 – RECONHEÇAMOS, PORÉM “…

160 – RECONHEÇAMOS,  PORÉM “…

Mas se alguém não tem o Espírito do Cristo, esse tal não é dele”.  – Paulo. (ROMANOS, 8:9)

Todos necessitamos de chamamento ao Evangelho, todos atravessamos o período da fome de informações, acerca de Cristo.  E, aderindo às interpretações do ensinamento cristão a que mais nos ajustamos, não raro confiamos apaixonadamente as manifestações superficiais de nossa fé. Partilhamos assembléias seletas ou humildes, nos templos materiais, o que, sem dúvida, nos dignifica o pensamento religioso. Integramos equipes de propaganda dos pontos de vista que esposamos, o que, realmente, nos evidencia o zelo das atitudes. Cultivamos discussões acirradas, por demonstrar a validade de nossas opiniões, o que, na essência, nos revela o fervor. Adotamos hábitos exteriores, às vezes até mesmo em assuntos de alimentação e convenção social, com o decidido propósito de testemunhar, publicamente, a nossa maneira de sentir, o que, no fundo, nos patenteia a sinceridade de sempre louvável. Em muitas circunstâncias, oramos, segundo fórmulas especiais, obrigamo-nos a devoções particulares; formamos círculos de atividades afins, a isolar-nos dentro deles; ou carregamos dísticos que nos especificam a confissão… Todas as manifestações externas, que lembrem o nome de Jesus e que se reportem, de qualquer modo, às lições de Jesus, são recursos preciosos, constituindo-se em sugestões edificantes para o caminho.  Reconheçamos, porém, que a palavra do Evangelho é demasiado clara ao proclamar a necessidade do Cristo em nossa vida, sentimento, idéia, ação e conduta, quando afirma convincente: “Mas se alguém não tem o Espírito do Cristo, esse tal não é dele

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Preleção da Semana – 159 – Aprendamos, no entanto…

“Medita estas coisas, ocupa-te nelas para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos”. – Paulo. (I Timóteo, 4:15.).

Em muitas reencarnações passadas, adotamos igualmente a estranha maneira de muitos dos nossos irmãos, vinculados hoje ao Cristianismo, cujo comportamento religioso a vida reajustará, qual aconteceu a nós outros.
Buscávamos o Evangelho e pregávamos o Evangelho, atendendo a sentido demagógico.
Queríamos o Cristo para que o Cristo nos servisse.
Cultivávamos a oração, pretendendo subornar a Justiça Divina.
Compartíamos demonstrações e expressões de fé, à caça de vantagens pessoais, no imediatismo das gratificações terrestres.
À face disso, temos entrado múltiplas vezes no renascimento físico e atravessando os pórticos da reencarnação, carreando a consciência pesada de culpas, à maneira de aposento recheado de lixo e sucata da experiência humana, incapaz de se abrir ao sol da Bondade Divina.
O apóstolo Paulo, no entanto, escrevendo a Timóteo – ele que foi o campeão impertérrito da fé viva – traça a diretriz que nos é necessária, à frente das lições do Senhor.
Após valiosa série de considerações soe os princípios evangélicos, nas quais persuade o companheiro a ler, instruir, exortar e exemplificar em boas obras, pede não apenas para que o amigo e aprendiz medite nas doutrinas que aceita, mas recomenda-lhe aplicar-se a elas, a fim de que o aproveitamento pessoal dele seja manifesto a todos.
A assertiva de Paulo não deixa dúvidas.
Quanto nos seja possível, estudemos as lições do Senhor e reflitamos em torno delas. Aprendamos, no entanto, a praticá-las, traduzindo-as em ação, no cotidiano, para que a nossa palavra não se faça vazia e a nossa fé não seja

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Preleção da Semana – 158 – Vontade Divina

“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. – Paulo.(Romanos, 12:2.).

Expressa-se a Vontade de Deus pelas circunstâncias da existência; todavia, devemos apreendê-la na essência e no rumo, o que nos será claramente possível.
Não só pelos avisos religiosos que nos ajudam a procurá-la.
Nem pelos constrangimentos da Terra, que nos impelem a compromissos determinados.
Nem pelos preceitos sociais que nos resguardam em disciplina. Nem pela voz dos amigos que nos apóiam a caminhada.
Nem pelos acicates da prova que nos corrigem os sentimentos.
A fé ilumina, o trabalho conquista, a regra aconselha, a afeição reconforta e o sofrimento reajusta; no entanto, para entender os Desígnios Divinos a nosso respeito, é imperioso renovar-nos em espírito, largando a hera do conformismo que se nos arraia no íntimo, alentada pelo adubo do hábito, em repetidas experiências no plano material.
Recebamos o auxílio edificante que o mundo nos ofereça, mas fujamos de contemporizar com os enganos do mundo, diligenciando burilar-nos cada vez mais, porque educação conosco é clarão no âmago da própria alma e por muito brilhemos por fora, no jogo das ocorrências temporárias da estância física, nada entenderemos da luz de Deus que nos sustenta a vida, sem luz em nós.

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Preleção da Semana – 157 – NA CONSTRUÇÃO DO MESTRE

“Ora, vós sois o corpo do Cristo e seus membros em particular”. – Paulo.(I Coríntios, 12:27).

O Evangelho não nos convida à confiança preguiçosa nos poderes do Cristo, qual se estivéssemos assalariados para funcionar em claques de adoração vazia.
O apóstolo Paulo faz-nos sentir toda a extensão da responsabilidade que nos compete à frente da Boa Nova.
Cada cristão é parte viva do corpo de princípios do Mestre, com serviço em particular.
Não te iludas, assim, fixando-te exclusivamente em afirmações labiais de fé no Senhor, sem adesão do próprio esforço ao trabalho edificante que nos foi reservado.
Sentindo, pensando, falando e ainda nessa ou naquela ocorrência, é indispensável compreender que é preciso sentir, pensar, falar e agir, como se o Mestre estivesse sentido, pensando, falando e agindo em nós e por nós.
Alguém provavelmente dirá que isso seria atrevida superestimação de nós próprios; entretanto, apesar de nossas evidentes imperfeições, é forçoso começar a viver no Senhor para que o Senhor viva onde nos cabe viver.
Para isso, perguntemos diariamente a nós mesmos como faria Jesus o que estamos fazendo, porque, sendo o Cristo o dirigente e mentor de nossa fé, todos nós, servos dele, somos chamados, no setor da atividade individual, a defini-lo e tratá-lo com fiel expressão.

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