Preleção da Semana – 141 – Hospitalidade

“Não vos esqueçais da hospitalidade, porque, por ela, alguns, não o sabendo, hospedaram os anjos.” – Paulo. (Hebreus, 13:2)

É provável que nem sempre disponhas dos recursos necessários à hospedagem de companheiros da casa.
Obstáculos e vínculos domésticos, em muitas ocasiões, determinam impedimentos.
Se a parentela ainda não se compraz contigo, na cultura da gentileza, não é justo violentes a harmonia do lar, estabelecendo discórdia, em nome do Evangelho que te recomenda servi-los.
Nada razoável empilhar amigos, em espaço irrisório, impondo-lhes constrangimentos, à conta do bem-querer.
Todos nós, porém, conseguimos descerrar as portas da alma e oferecer acolhimento moral.
Nem todos os desabrigados se classificam entre os que jornadeiam sem teto.
Aqui e ali, surpreendemos os que vagueiam, deserdados do apoio e convivência…
Observa e tê-lo-ás no caminho, a te pedirem asilo ao entendimento.
Dá-lhes uma frase de coragem, um pensamento de paz, um gesto de amizade, um momento de atenção.
Às vezes, aquele que hoje se reergue com a tua migalha de amor é quem te vai solucionar as necessidades de amanhã, num carro de bênçãos. Não te digas inútil, nem te afirmes incapaz.
Ninguém existe que não possa auxiliar alguém, estendendo o agasalho da simpatia pelos fios do coração.

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Preleção da Semana – 140 – Diante da Justiça

“Meus irmãos, que aproveita alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura, a fé pode salva-lo?” (Tiago, 2:14).

Estranha a norma do homem, quando julga possuir as chaves da Vida Superior, simplesmente por manter a fé, como se bastasse apenas à convicção para que se realize serviço determinado.
Comparemos fé e obras com a planta e as construções.
Sem plano adequado, não se ergue edifício em linhas corretas.
Note-se, porém, que o aleijão arquitetônico, improvisado sem plano, ainda serve, em qualquer parte, para albergar os que jornadeiam sem rumo, e o projeto mais nobre, sem a concretização que lhe corresponda, não passa de preciosidade geométrica, sentenciada ao arquivo.
Um viajante transportará consigo vasta coleção de croquis pelos quais se levantará toda uma cidade, mas, se não dispõe de uma tenda a que se abrigue durante o aguaceiro, decerto que os desenhos, conquanto respeitáveis, não impedirão que a chuva lhe encharque os ossos.
Possuir uma fé será reter uma crença religiosa; no entanto, cultivar a fé significa observar segurança e pontualidade, na execução de um compromisso.
Ninguém resgata uma dívida unicamente por louvar ao credor. À vista disso, não nos iludamos.
Asseguremos-nos de que não faltará a Bondade Divina, mas construamos em nós a humana bondade.
Por muito alta a confiança de alguém no Poder Maior do Universo, isso, por si só, não lhe confere o direito de reclamar o bem que não fez

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Preleção da Semana – 139 – RELIGIÃO PURA

“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta:visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo”. (Tiago, 1:27)

Religião, diante das criaturas humanas, pode envolver atitudes diversas: Polemicar em torno dos atributos de Deus…
Aditar interpretações individuais às revelações sublimes…
Centralizar a mente na exegese …
Consumir a existência em casuísmo …
Reexaminar princípios veneráveis em horas certas… Atender a ritualismos …
Enriquecer a simbologia …
Adotar posturas convencionais …
Cultivar penitências vazias…
Levantar monumentos de pedra…
Ninguém nega que essas manifestações deixem de ser atestados de religião e religiosidade entre nós outros, as criaturas encarnadas e desencarnadas na Terra; e ninguém recusa o valor relativo que apresentem para determinadas pessoas, em certos estágios de evolução.
Entretanto, o Evangelho nos ensina que a religião pura, diante de Deus, é outra coisa.
Tiago traça a definição correta, afirmando: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo.”
Em suma, a religião irrepreensível da alma, perante a Divina Providência, segundo no-la confirma a Doutrina Espírita em seus postulados, repousa, acima de tudo, no serviço ao próximo e no caráter ilibado, ou melhor, na caridade incessante e na tranqüilidade da consciência.

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Preleção da Semana – 138 – Ordem

“Mas faça-se tudo decentemente e com ordem” Paulo (Corintios, 14:40)

Todos os êxitos da ciência humana se verificam na base da ordem estabelecida pela Sabedoria Divina, em todas as esferas da Criação.
A Astronomia assinala com antecedência determinados fenômenos que se verificarão no Cosmo, à face do equilíbrio em que se regem os movimentos do Universo.
A Medicina formula prognósticos exatos, em vista de contar com a regularidade das ocorrências orgânicas no veículo físico.
Em qualquer região da Terra, é possível prever as horas de sombra e de luz.
Cultivadores orientam atividades na gleba, segundo as estações.
A planta produz, conforme a espécie, e toda enxertia praticada pelo homem se caracteriza por limitações definidas, nas estruturas do reino vegetal.
Tudo na Obra Divina se engrena em princípios de harmonia.
Abstenhamos-nos, pois, de tumultuar as construções do espírito, com a desculpa de exaltar a caridade ou com o pretexto de cumprir a vontade de Deus.
Evolução e aperfeiçoamento constituem realização de todos, atribuindo tarefas a cada um.
A primeira mostra do Desígnio da providência, seja onde for, aparece no dever a que somos chamados na construção do bem comum.
Sejamos assim, leais ao encargo que nos compete.
Qualquer engenho, para atender com segurança, pede ordem. E a ordem solicita se afirme cada peça em seu justo lugar.

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Preleção da Semana – 137 – Crença

“Crês que há um só Deus e fazes o bem. Mas os demônios também o crêem e Estremecem.” (Thiago, 2:19).

Alguns momentos de reflexão no Evangelho sacodem-nos o raciocínio, para que venhamos despertar no reconhecimento de nossas responsabilidades em matéria de crença.
Asseveramos, a cada passo, a convicção iniludível, quanto à existência de Deus.
Habitualmente, enquadramos à vida mental a determinado tipo de interpretação religiosa, a fim de reverenciá-lo, através do modo que supomos mais digno.
Construímos santuários para honrar-lhe a munificência. Pretendemos enobrecê-lo em obras de arte.
Sabemos admirar-lhe a sabedoria, seja na grandeza do firmamento ou na simplicidade do chão.
Certificamo-nos de que as suas leis são inelutáveis, desde as que foram estatuídas para a semente até as que traçam caminho às constelações.
Articulamos preces em louvor ou de súplica, nas quais lhe endereçamos os anseios mais íntimos.
Receitamos confiança em Deus para todos aqueles que ainda não conseguiram entesourá-la.
Ás vezes, chegamos até mesmo ao entusiasmo infantil dos que imaginam adivinhar as opiniões de Deus, nisso ou naquilo.
Todas essas atitudes nascem da pessoa que reconhece a imanência de Deus. Entretanto, os Espíritos perversos também sabem que Deus existe.
Crença por crença, há crença nos planos superiores, e há crença nos planos inferiores.
Meditemos nisso para considerar que, acima de tudo, importa saber o que estamos fazendo de nossa fé.

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Preleção da Semana – 136 – NA VITÓRIA REAL

“Tende bom ânimo; eu venci o mundo.” - Jesus (JOÃO 16:33)

É importante enumerar algumas das circunstâncias difíceis em que se encontrava

Jesus, quando asseverou perante os discípulos: “tende bom ânimo; eu venci o mundo”.

Ele era alguém que, na conceituação do mundo, não passava de vencido vulgar.

Sabia-se no momento de entrar em amarga solidão.  Confessava que fora incompreendido pelos homens aos quais se propusera servir.  Não ignorava que os adversários lhe haviam assaltado a comunidade em formação, através de um amigo invigilante.

Dirigia-se aos companheiros, anunciando que eles próprios seriam dispersos.

Falava, sem rebuços, da flagelação de que seria vítima.  Via-se malquisto pela maioria, perseguido, traído.   Não desconhecia que lhe envenenavam as intenções.

Certificara-se de que as pessoas mais altamente colocadas eram as primeiras a examinar o melhor processo de confundi-lo.  Percebera o ódio de que se tornara objeto, principalmente por parte daqueles que pretendiam açambarcar o nome de Deus, a serviço de interesses inferiores.   Reconhecia-se a poucos passos da morte, a que se inclinaria, condenado sem culpa.  Entretanto ele dizia: “tende bom ânimo; eu venci o mundo”.  Quanto te encontres em crise, lembra-te do Mestre.  Subjugado, seria o conquistador inesquecível.  Batido, passaria à condição de senhor da vitória.  Assim ocorre, porque os construtores do aperfeiçoamento espiritual não estão na  Terra para vencer no mundo, mas notadamente para vencer o mundo, em si mesmos, de modo a servirem ao mundo, sempre mais, e melhor.

 

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Preleção da Semana – 135 – DIANTE DO MESTRE

“Vós sereis meus amigos se fizerdes o que vos mando.” – Jesus -

Aspirando ao titulo de amigos do Senhor, urge não lhe perdermos as instruções.
Imbuídos e entusiasmo, somos pródigos em manifestações exteriores, quanto a esse propósito, acrescendo notar que quase todas elas se caracterizam por alto valor indutivo.
Esforçamo-nos por estudar-lhe palavras e atitudes: e, claramente, não dispomos de quaisquer recursos outros para penetrar-lhes o luminoso sentido.
Administramos conselhos preciosos, em nome dele, sem que nos seja permitido manejar veiculo mais adequado às circunstâncias, a fim de que irmãos nossos consigam encontrar a direção ou o caminho de que se mostram carecedores.
Escrevemos páginas que lhe expressam as diretrizes; e não nos cabe agir de outro modo para que se nos amplie, na Terra, a cultura de espírito.
Levantamos tribunais, em que lhe retratamos o ensino pelo verbo bem-posto, sendo necessário que assim procedamos, difundindo esclarecimentos edificantes que nos favoreçam a educação dos sentimentos.
Realizamos pesquisas laboriosas, ajustando as elucidações inspiradas por ele aos preceitos gramaticais em voga, competindo-nos reconhecer que não existe outra via senão essa para fazer-lhe a orientação respeitada nas assembléias humanas.
Entretanto, isso não basta.
Ele mesmo não se limitou a induzir. demonstrando a própria união com o Eterno Bem, consagrou-se a substancializá-lo na construção do bem de todos.
Em verdade, podemos reverenciar o Cristo, aqui e ali, dessa ou daquela forma, resultando, invariavelmente, alguma vantagem de semelhante norma externa; mas, para sabermos como usufruir-lhe a sublime intimidade, é forçoso lhe ouçamos a afirmação categórica: “Vós sereis meus amigos se fizerdes o que vos mando

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